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Servidores mantêm UFPA com portões fechados

Radicalizar para pressionar novas negociações. Esse foi o objetivo do Comando de Greve da Universidade Federal do Pará (UFPA) ao impedir o acesso ao prédio da Reitoria, no campus central. Como o ato foi executado às 6h da manhã, ninguém adentrou o espaço

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Radicalizar para pressionar novas negociações. Esse foi o objetivo do Comando de Greve da Universidade Federal do Pará (UFPA) ao impedir o acesso ao prédio da Reitoria, no campus central. Como o ato foi executado às 6h da manhã, ninguém adentrou o espaço e não houve atividade administrativa no local.

“Cada universidade está definindo estratégias para intensificar a greve. A nossa é realizar uma vez por semana atos deste tipo. Com o fechamento da reitoria, por exemplo, o reitor não pode despachar, tratar de assuntos burocráticos e isso prejudica os processos governamentais”, explica Vera Jacob diretora da Associação dos Docentes da UFPA (Adufpa).

A professora rebateu ainda as notícias de que algumas universidade teriam encerrado a greve. “Apenas alguns campi, institutos menores e instituições que não tinham aderido de fato voltaram às atividades. O movimento continua forte e unificado. As propostas que recebemos até agora apenas destruíram quaisquer possibilidades de reestruturação da carreira docente. O governo está tirando todos os atrativos da profissão. É um desestímulo à educação de qualidade”, completou.

Segundo Ricardo Wanzeller, estudante do 5° semestre do curso de Serviço Social, é importante se manter firme nas reivindicações. “Além da nossa pauta específica damos apoio a todos os atos porque precisamos mostrar ao governo e a sociedade que não concordamos com o modelo educacional instituído no país. Temos um ensino precário, cuja formação é voltada somente para o mercado de trabalho. É uma forma apenas de atender demandas estatísticas, que só maquiam a realidade”, discursou.

Um grupo permaneceu no hall do prédio ao longo do dia, discutindo as próximas ações. “Nós fechamos o local, mas quem precisa ter acesso por motivo de saúde, ou outra urgência passa por uma análise. Tudo é resolvido da melhor forma e assim tem sido em todas as ações do comando de greve”, informou o professor Benedito Ferreira.

Apesar da impossibilidade de acesso não houve tumultos entre manifestantes e funcionários da Reitoria. Esta é a segunda vez que os grevistas bloqueiam a entrada do prédio em protesto.

(Diário do Pará)

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