Trocar experiências diversas sobre a doença de chagas e o mosquito barbeiro como forma de aprimorar os conhecimentos e permitir um melhor enfrentamento da doença.
Esse foi o objetivo de uma reunião que envolveu na tarde desta segunda-feira os pesquisadores canadenses Robert Davidson e Marc Lucote, um grupo de 20 estudantes do curso de pós-graduação no tema Amazônia da Universidade de Quebec, duas pesquisadoras do tema de outros centros e corpo de pessoal da Secretaria de Saúde do Estado.
Segundo Elenilde Góes, coordenadora do Programa de Combate à Doença de Chagas da Sespa, há dois anos a secretaria mantém contato com os pesquisadores. “Robert e Marc possuem projetos de pesquisa com o mosquito barbeiro, na região de Itaituba. E nos procuraram para obter informações sobre o projeto” afirma.
No ano passado a dupla participou de uma atividade na Ilha do Combu junto da secretaria. Este ano solicitaram à autorização para a participação dos estudantes da universidade de Quebec.
O encontro procurou aproveitar também a presença de Soraya Oliveira e Erica Tatto, pesquisadora e médica epidemiologista que se encontram na cidade para participar de outras programações do Programa de Combate à Doença de Chagas. “As experiências adquiridas nas pesquisas nesses diversos locais podem nos ajudar a construir novas estratégias para enfrentar o problema” afirmou a coordenadora do programa.
O Programa de Combate à doença de Chagas prevê para hoje o Primeiro Simpósio sobre Doença de Chagas no Hospital de Clínicas Gaspar Vianna. Segundo o pesquisador que integra a equipe, Robert Davidson, o encontro permitiu que os alunos entendam e absorvam melhor as informações, além de conhecerem de perto a realidade da região amazônica. “Com este trabalho é possível conciliar a preservação e o desenvolvimento. Estamos entendendo os desafios da região, principalmente da área da saúde. Os alunos farão uma reflexão e darão conta da complexidade do meio”, destacou.
Este ano, o Pará registrou 35 casos do Mal de Chagas, dos quais onze em Abaetetuba, no nordeste do Estado. Para fortalecer o trabalho de prevenção, a coordenação trabalha com o Plano de Intensificação de Controle da doença de Chagas. O plano desenvolve ações estratégicas que visam à capacitação de equipes técnicas para garantir atendimento na capital e em todos os municípios, além de assegurar medicação especifica, diagnóstico, tratamento e acompanhamento ao paciente.
As ações previstas têm como objetivo a redução da ocorrência de casos e a diminuição da exposição ao risco para transmissão vetorial e oral por alimentos, e ainda a redução da mortalidade pela doença. (Com informações da Agência Pará).
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