Portadores de Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), uma doença que pode levar à cegueira, poderão ter acesso ao medicamento utilizado no tratamento através do Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza (HUBFS). O hospital já realiza o tratamento há dois anos, mas agora irá destinar a medicação para pacientes atendidos em outros locais públicos ou até mesmo particulares.
A disponibilização do medicamento se da devido a redução do número de pacientes atendidos, uma queda de cerca de 60% no número de atendimentos. “Hoje o hospital dispõe de um arsenal terapêutico que vai vencer e que pode ser aplicado. Temos não só a medicação como o aparelho dedicado a fazer o diagnóstico e acompanhamento da doença, bem como profissionais habilitados para fazer a aplicação”, afirmou o oftalmologista Eduardo Oliveira Braga, coordenador do Serviço de Oftalmologia do HUBFS.
O hospital possui um estoque de 80 unidades do remédio - chamado Lucentis – com prazo de validade até o dia 31 de agosto. O coordenador ressalta que a medicação tem um custo elevado. “É extremamente cara. Uma aplicação fora de um hospital público gira em torno de R$4 mil a R$5 mil”.
Para ter acesso ao medicamento, os pacientes normalmente são encaminhados pelas Unidades Básicas de Saúde ou através de determinações judiciais. A enfermeira Aline Formigosa, do setor de oftalmologia do hospital, explica que, ao chegar, o paciente passa por uma avaliação geral. “Se a pessoa tiver a doença, diagnosticada com exames complementares, o tratamento pode ser feito aqui”, disse.
No caso de pessoas que utilizam o remédio e fazem a aplicação em clínicas particulares, o trâmite necessário para ter acesso ao medicamento de maneira gratuita deve ser através do Ministério Público. “A pessoa deve procurar a justiça, mas o processo é rápido, dentro de uns 5 dias já há uma determinação”, afirmou a enfermeira.
DOENÇA
A Degeneração Macular Relacionada à Idade normalmente se manifesta em pessoas a partir de 55 anos de idade e é a principal causa de perda de visão central. O medicamento age para evitar a formação de novos vasos dentro do olho, possibilitando melhores condições de visão. A doença ainda não possui uma causa determinada. “Os sintomas são muito relativos, então se for esperar, talvez chegue tarde. O ideal é fazer os exames de rotina”, alerta o médico.
(Diário do Pará)
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