Apesar do Pará ter aumentado a média na avaliação realizada pelo Ministério da Educação (MEC) e Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) – subindo de 3,6 em 2009 para 4,2 em 2011 –, o Estado ainda é o 19º no ranking.
Dentre os 143 municípios paraenses, Belém foi superada por 13. Mesmo assim, a capital ultrapassou a meta do Ministério, alcançando a expectativa prevista para 2015 – transitando de 3,0 em 2005, para 4,4 em 2011. Criado em 2007, o Ideb é calculado a partir dos dados sobre aprovação escolar, do Censo Escolar, e dos resultados da Prova Brasil, levando em consideração também o fluxo e proficiência escolar.
Entre os colégios que obtiveram as melhores médias em Belém, estão as escolas federais Tenente Rêgo Barros e Escola de Aplicação da Universidade Federal do Pará (UFPA), com 6,1 pontos cada, seguidas pela escola municipal Ernestina Rodrigues, com pontuação 6,0. Na rede municipal de ensino são realizados simulados preparatórios entre os alunos que vão participar da Prova Brasil, determinante na média do Ideb. “Existe uma orientação para se trabalhar. Por ano, fazemos quatro provas utilizando o método Alfamat (Alfabetização em Matemática, Leitura e Escrita)”, afirma Elci Puga, professora da Escola Ernestina Rodrigues.
A estudante Ildenê do Carmo, 11, já fez dois simulados este ano. No primeiro, acertou todas as questões e no segundo, errou apenas uma das mais de quarentas perguntas. “Quero representar bem a minha escola. É o primeiro ano que estudo aqui e quero me sair bem nas provas”, diz a aluna do 3º ano do ensino fundamental. Ela deve participar da próxima edição da Prova Brasil, realizada a cada dois anos.
Assim como Ildenê, os outros alunos da escola estão ansiosos pelo exame. “Eu adoro a minha escola e quero fazer que nem os colegas, ser como eles”, revela Milena Corrêa Lima, 9. A média 6,0 adquirida pela Escola Ernestina Rodrigues, é a meta para as cidades brasileiras até 2021.
A Secretaria Municipal de Educação (Semec) acredita que esse objetivo será alcançado. “Atingimos com antecedência a meta para 2015, se não houver retrocesso, vamos passar da meta estipulada para 2021”, crê a secretária municipal de Educação Therezinha Gueiros.Belém tem evoluido no índice.
Segundo Terezinha Gueiros, titular da Semec, entre as capitais, Belém ficou atrás de 14 em 2011. Em 2005, havia 22 melhores que Belém, somente João Pessoa, Salvador e Aracaju eram piores que a capital paraense. Ao longo dos anos, Belém foi evoluindo no índice. Em 2005, a nota foi 3,0 e em 2007 foi 3,4.
Já no ano de 2009, subiu para 3,9 e no mais recente, obteve 4,4 pontos no Ideb que diz respeito à 4ª série ou 5º ano. Já na aplicação referente à 8ª série ou 9º ano, a mudança foi menor. De 3,2 em 2007, passou para 3,5 em 2009 e atingiu 3,7 em 2011. A explicação da Semec é que os investimentos têm se concentrado na Educação Infantil I. “Os progressos tiveram mais ênfase nessa série. Demos mais atenção a base, a alfabetização. É mais fácil corrigir as falhas quando pequeno, no início”, afirma.
MAIORES MÉDIAS
Municípios como Dom Eliseu, Ourilândia do Norte e Ulianópolis tiveram as maiores médias do Estado, os dois primeiros com 5,2 e o último com 5,1 pontos. No Pará, em geral, as metas não foram alcançadas no 9º ano do ensino fundamental II e 3º ano do ensino médio, em que as metas eram 3,6 e 2,9 e os dados apontam desempenho de 3,1 e 2,8, respectivamente.
Assim como em Belém, no Estado, o ensino fundamental II ainda deixa falhas. Desde 2007 as metas não são alcançadas. O 5º ano do ensino fundamental I, no entanto, atingiu as expectativas nos últimos três índices. O crescimento percentual de Belém em relação a 2005 e 2011 foi de 46,67%.
Em comparação com os dados de 2007 e 2011, alguns municípios paraenses tiveram progresso considerável. Alenquer passou de 3,1 para 4,0; Anajás aumentou a média de 2,6 para 3,4. Bagre, que tinha anteriormente 2,5, evoluiu para 3,7. O município de Cachoeira do Piriá saltou de 2,9 para 4,1. Mesmo sem atingir a meta, Chaves teve uma maximização considerável, saindo de 1,4 para 3,4.
EM NÚMEROS 6,0
Foi a pontuação da Escola Municipal Ernestina Rodrigues, média que é a meta para as cidades brasileiras até 2021. À frente dela ficaram a Escola Tenente Rêgo Barros e a Escola de Aplicação da UFPA, ambas com 6,1 pontos.(Diário do Pará)
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