Uma conversa agradável entre você e quem escreve. Se esta matéria fosse uma coluna, eu poderia me colocar como personagem do texto e redigi-lo de uma forma pessoal, podendo inclusive emitir minha opinião e me reportar diretamente a você. As colunas são como janelas que se abrem nas páginas do jornal e permitem um contato mais próximo entre quem lê e quem produz o texto.
O DIÁRIO conta com um time forte de colunistas, nacionais e locais, que diariamente cativam leitores com notícias que fogem dos padrões tradicionais do jornalismo impresso. Dois deles se destacam em áreas diferentes. Enquanto Walter Guimarães, há 24 anos no jornal, é um dos colunistas sociais mais respeitados do Estado, o jornalista Edgar Augusto oferece seus pontos de vista e informa aos leitores do DIÁRIO o que de mais interessante acontece na cena cultural da cidade.
Walter Guimarães chegou ao DIÁRIO a convite de seu fundador e amigo Láercio Barbalho. Entrou em 1988 para ser o editor-geral adjunto, ao lado de Guilherme Barra, e permaneceu no cargo até 94. Sua coluna social existe desde os tempos do antigo caderno “D”. Nela, todos têm vez: do empresário que resolveu dar uma festa para os amigos aos quinze anos da moça humilde, que juntou dinheiro para fazer seu baile. “Meu espaço é aberto a todos os segmentos da sociedade. Não faço distinção, eu respeito e valorizo a dignidade humana. Portanto, todos têm direito de ver sua festa ou evento noticiado”, conta.
A coluna de Walter faz o leitor recuperar o fôlego e lembrar que nem tudo que é notícia é necessariamente ruim. “A vida não é dotada só de tragédia, polícia, esportes e política. Tem também o seu lado bom, de alegria. Salientando que Belém é uma cidade festeira e diariamente se realizam festas e eventos sociais com glamour e finesse. Muitos desses eventos são de interesse e utilidade pública, e o jornal precisa se fazer presente levando a informação à sociedade sob outro foco”, explica Walter.
É com amor que o colunista vive os 30 anos do jornal que tem como um filho. “Vibro com cada vitória e sucesso alcançado. Parabéns a todos que compõem e fazem o nosso querido DIÁRIO DO PARÁ, desde o diretor-presidente Jader Filho até o baderneiro”, completa.
Walter é o segundo colunista mais antigo da casa. O primeiro é Edgar Augusto, que está no DIÁRIO desde agosto de 82. Edgar é do tempo dos “tec-tec” das máquinas de datilografar ecoando pelas redações. Tempos pré-internet em que sua coluna era prensada a chumbo na avenida dos Mundurucus. Ele começou em 1968, passou por dois jornais, mas aqui conquistou seu espaço.
No caderno “Você”, Edgar leva informação de qualidade, com um estilo inconfundível, agradando leitores com ecos diários da “Feira do Som”. “Eu comecei a trabalhar muito antes de existirem os cadernos culturais nos jornais. A ‘Feira do Som’ era um programa de rádio que eu tinha no qual eu entrevistava artistas, pessoas da cena cultural da cidade e falava de fatos daqui”, explica Edgar.
Focar em acontecimentos locais sempre foi uma característica de seu trabalho. “Na ‘Feira do Som’, eu não costumava falar de músicos de fora, eu falava de artistas da terra. Eu já trabalhava atuando nesse setor, andando por aí, passeando por esses centros e interagindo com a classe artística”, diz.
Ele emite opiniões honestas sem magoar ninguém. E depois de participar de vitórias e conquistas do jornal por tantos anos, Edgar afirma sentir-se orgulhoso do trabalho, da amizade com a família Barbalho, e nem pensa em parar: “O trabalho com rádio, TV e jornal faz parte da minha vida mesmo. Eu não conseguiria viver sem publicar um dia. Só vou quando me mandarem embora”, brinca.
(Diário do Pará)
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