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Centeno: "O segredo é sempre se manter moderno"

Para chegar ao patamar que chegou hoje, o DIÁRIO DO PARÁ sempre buscou a inovação. Nunca parou de investir em tecnologia e foi pioneiro em trazer ao Pará novas tecnologias e técnicas de impressão. “Fomos o primeiro jornal do Norte a usar, em 2004, por exe

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Para chegar ao patamar que chegou hoje, o DIÁRIO DO PARÁ sempre buscou a inovação. Nunca parou de investir em tecnologia e foi pioneiro em trazer ao Pará novas tecnologias e técnicas de impressão. “Fomos o primeiro jornal do Norte a usar, em 2004, por exemplo, os Computer To Plate (CTP) que aboliu o uso de fotolitos para produção de chapas de impressão, tornando o processo todo digital. Isso é vanguarda”, ressalta Camilo Centeno, diretor-geral da RBA.

O jornal também foi o primeiro do Brasil, em 2005, a usar a tecnologia de impressão com tinta ultravioleta (UV), tecnologia avançada e ecologicamente correta. Investiu ainda num sistema digital de entintamento que dá maior precisão nas cores e reduz o consumo. Há dois anos, o jornal instalou um sistema automático de controle da impressão da rotativa, que reduziu as perdas do inicio da impressão e permitir total precisão na reprodução de imagens. “Sempre fizemos a expansões na nossa rotativa para permitir que acompanhássemos o crescimento constante que temos tido e mais investimentos em avançados softwares que nos ajudam na produção diária do jornal”, coloca.

Numa mudança estrutural arrojada, em 2001 a Redação do DIÁRIO se mudou por completo para novas instalações na Almirante Barroso, na sede da RBA. Na antiga sede da Gaspar Viana fica apenas o parque gráfico, que passaria por importantes atualizações nos anos seguintes.

Ele lembra que o jornal passou por vários momentos que ficaram na historia da empresa. Entre eles cita a compra da atual rotativa americana modular Manugraph Dauphin Graphics Machines (DGM) 430, ocorrida em 2002. “Ate então, tínhamos uma maquina velha, com baixa qualidade e poucos recursos. Nossa atual impressora é moderna, modular e nos permite fazer um produto com qualidade. Esse investimento mudou a nossa imagem junto aos anunciantes e aos leitores de uma forma surpreendente”. A marca dessa virada tecnológica ocorreu na histórica edição do Círio 2002, quando o jornal circulou com todas as suas 169 páginas coloridas, feito nunca realizado no Pará até então.

Em 2011, o jornal inova mais uma vez e coloca em operação uma nova CTP que deu um salto de qualidade na pré-impressão do jornal. “O modelo Kodak Trendsetter 800 é o mais avançado tecnologicamente e ecologicamente, preservando do meio-ambiente, já que acaba por completo com a processo de revelação e a utilização de substâncias químicas na produção de chapas”, explica Centeno.
Também no ano passado, o DIÁRIO adquiriu mais uma torre de impressão para a moderna rotativa americana Manugraph DGM 430. Foi a sexta expansão da máquina, que permite a impressão de cadernos com até 24 páginas ou até dois cadernos de 12 páginas full color (todo em cores).

O diretor relembra que o principal desafio foi fazer um grande jornal, capaz de superar a concorrência. “Muitos achavam que isso era impossível, mas conseguimos. Lembro de uma frase que ouvi de uma publicitária muito respeitada em nosso mercado: ‘Vocês não sabiam que era impossível fazer. Foram lá e fizeram’”. Agora o novo desafio, segundo ele, é enfrentar a concorrência da mídia digital. “Os jornais precisam se reinventar na Internet e o que é preocupante é que ninguém tem uma fórmula pronta para isso”.

Camilo ressalta que o jornal cresceu muito. “Triplicamos o nosso tamanho em 10 anos, aproximadamente. Isso é fantástico! Nos últimos anos, todos os planejamentos e metas foram suplantadas. Isso fez com que sempre tivéssemos que nos desdobrar para estruturarmos a empresa e manter as conquistas”, coloca.

Agora, Centeno diz que o jornal está tentando inverter o processo. “Estamos criando a estrutura, melhorando a gestão para continuar crescendo. Para nós, mais importante do que continuar essa trajetória de crescimento é consolidar nossa posição e, para tal, contratamos consultorias. Esse trabalho é uma iniciativa do Jader Filho e está sendo muito importante para a empresa. As melhorias de qualidade são sentidas na gestão, na produção e na distribuição do jornal. E isso é bom para o nosso publico leitor”.

E como definir o DIÁRIO hoje, aos 30 anos? “Como um jornal de sucesso. Jovem, moderno e consciente do seu papel na historia do desenvolvimento do nosso Estado. A maturidade, adquirida tão cedo num mercado que se caracteriza por jornais que estão aí há décadas, aliada a essa juventude, são as causas desse sucesso”, diz Camilo.

(Diário do Pará)

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