Considerado um formato ideal para se encartar em jornais de grande circulação que usam o tamanho tradicional (Standard), o tabloide tem ganhado espaço no DIÁRIO e no gosto de seus leitores. “Queríamos uma nova formatação, mais moderna, mais próxima da realidade que estava surgindo. O [formato] standard era muito formal. Tinha um jornal chamado Ataque, do Rio [de Janeiro], que foi um dos primeiros no país e que deu certo. Nós percebemos que era uma tendência e foi um sucesso aqui”, diz Jader Filho, diretor-presidente do DIÁRIO DO PARÁ.
A primeira vez em que o formato foi adotado foi na copa de 1998, no caderno Bola, depois o jornal partiu para o Polícia, seguindo pelos encartes especiais como o que temos hoje do Guia de Profissões e o Guia Parazão. Mais fácil de ser manuseado pelo leitor em diversas situações - dentro dos ônibus, por exemplo - muitos são os cadernos fixos que já adotam o formato com sucesso. Diário de Carajás, Diário dos Concursos e Por Aí são só alguns deles.
Para a editora do Diarinho, Marta Cardoso, esse é o principal caderno para ter esse formato. “O formato tradicional, grande, seria ruim para as crianças manusearem, por causa das mãozinhas. E o tamanho também torna mais fácil para eles encontrarem o caderno dentro do jornal. Sem dúvida, ele é o formato ideal para o Diarinho”, afirma. De acordo com Jader Filho, hoje o DIÁRIO é um jornal misto, mas que deve manter seu formato tradicional. “Há determinados produtos que são mais para o tabloide e outros que são mais formais - tem uma necessidade pelo tema que abordam - como o primeiro caderno”, afirma.
O TDB - Tudo de Bom tem formato aproximado ao do tabloide e é um desses cadernos que foram pensados para serem diferentes. “Quando foi criado o TDB, a gente queria que tivesse a cara de revista de TV mesmo. Queríamos explorar o noticiário de maneira rápida, trabalhar com muitas imagens e texto leve. Na verdade, esse formato é também herança da revista antiga de TV que nós tínhamos”, conta Luiz Carlos Santos, sub-editor do caderno.
“Sou assinante há cinco anos. Gosto muito da parte da novela, horóscopo, agora tem a receita do chefe. Faço coleção desses cadernos menores. Meus filhos disputam o Polícia e o Bola para ler. E, para mim, que venho acompanhando o jornal, acho que foi uma grande evolução”, opina a técnica de enfermagem, Marioneide Lima, 61 anos.
(Diário do Pará)
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