O Pará, no decorrer destes 30 anos, manteve praticamente intactas suas fronteiras geográficas em relação aos demais Estados do país. Ele conservou seus imensos um milhão duzentos e quarenta e sete mil quilômetros quadrados de área e manteve o posto de segundo maior Estado do Brasil, em termos territoriais, atrás apenas do Amazonas. No entanto, se o Pará não cresceu para os lados, ele certamente ‘inchou’ por dentro.
Dados comparativos entre o Censo Demográfico realizado pelo IBGE em 1980 e o último, feito em 2010, mostram que o número de habitantes no Pará mais do que dobrou em três décadas (3.403.498 em 80; e 7.581.051 em 2010). Sessenta novos municípios foram criados. Em 1980, o mapa do Estado tinha 83 municípios; em 2010, o número passou para 144.
Grandes projetos implantados no Pará também foram responsáveis por transformações irreversíveis no mapa do Estado. Desde a década de 80, entre projetos de mineração e a construção de usinas hidrelétricas, foram cinco grandes projetos locados no Pará, incluindo a construção polêmica da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, iniciada em junho do ano passado.
Como consequência do aumento populacional, a densidade demográfica no Pará quase triplicou. O número de habitantes por quilômetro quadrado foi de 2,7 para 6, de acordo com o IBGE. Na prática, isso quer dizer que mais pessoas passaram a dividir o mesmo espaço.
O Produto Interno Bruto (PIB) do Estado cresceu exponencialmente, de acordo com a série histórica feita pelo IBGE/PA. Em 1999, início do estudo, o valor do PIB chegava a R$ 16 bilhões e 500 milhões. Já em 2009, último registro, o valor já havia ultrapassado a casa dos R$ 58 bilhões e 400 milhões. A estimativa do Dieese/PA (Departamento Intersincidal de Estatísticas e Estudos Econômicos do Pará) é que este ano sejam gerados cerca de 50 mil novos postos de trabalho.
A taxa de desmatamento no Pará, entre 1977 e 1988, atingiu a média de 6990 quilômetros quadrados por ano, segundo o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). O pico do desmatamento no Estado, segundo o instituto, foi em 2004, onde a taxa de desmatamento chegou a 8.870 quilômetros quadrados apenas naquele ano, o equivalente a aproximadamente 870 mil campos de futebol. Desde então, conforme o Inpe, os números vêm caindo gradativamente.
(Diário do Pará)
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