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NOTÍCIAS PARÁ

Pioneirismo nas inovações tecnológicas

Se hoje os notebooks, smartphones e tablets fazem parte da rotina de muitas pessoas, falar em equipamentos como o telex, a tipografia, o vídeo-tape, o telégrafo, o fotolito, entre outros, pode parecer bastante ultrapassado. Mas, na verdade, cada um desses

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Se hoje os notebooks, smartphones e tablets fazem parte da rotina de muitas pessoas, falar em equipamentos como o telex, a tipografia, o vídeo-tape, o telégrafo, o fotolito, entre outros, pode parecer bastante ultrapassado. Mas, na verdade, cada um desses equipamentos também representou a aplicação de uma nova tecnologia e todos fizeram parte do dia a dia das redações por um tempo.

Desde 1982, quando o DIÁRIO DO PARÁ foi publicado pela primeira vez, a sociedade passou por profundas mudanças e isso também se reflete no jornalismo. Os caminhos que as notícias seguem até a chegada às mãos do leitor mudaram muito. Se agora tudo pode ser feito de qualquer lugar, há 30 anos a situação era bem diferente.

Segundo o diretor geral do grupo RBA, Camilo Centeno, a busca e o pioneirismo nas inovações tecnológicas são uma marca do jornal DIÁRIO DO PARÁ. “O DIÁRIO passou por uma renovação tecnológica completa e isso vem sendo reforçado desde 2002 com a rotativa que foi adquirida e que permitiu que o jornal fosse todo impresso em páginas coloridas. A impressão é feita com tinta ultravioleta. O DIÁRIO foi o primeiro jornal do Brasil a usar a tecnologia ultravioleta de cura da tinta, que é ecologicamente correta, não possui solvente. Dessa maneira, não emite gases para a atmosfera e não degrada o meio ambiente”, afirmou Centeno.

Ele lembra que já no ano 2000 o jornal começou com o processo de inovações, pois foi o primeiro jornal a usar a transmissão de dados da redação, na avenida Almirante Barroso, para a gráfica, na rua Gaspar Viana. “O jornal teve que expandir em máquinas e equipamentos para atender a demanda crescente. O DIÁRIO foi o primeiro do Norte e Nordeste a usar CTP (Computer To Plate), que dispensou o uso de fotolitos, que para serem revelados usavam componentes químicos e depois iam para o esgoto”.

O diretor-geral do grupo RBA reforça que, além de pioneirismo em tecnologia, as decisões da empresa são pautadas pela responsabilidade social e ambiental. “Foi comprado mais um CTP que permite a impressão das páginas e permite a economia no uso de água e contribui para a preservação ambiental. Tudo isso se reflete na qualidade do produto, na aceitação dos leitores”, destaca. Além da tecnologia empregada na qualidade da impressão do jornal, as inovações tecnológicas pelas quais passa a sociedade em geral também são sentidas na redação.

ARTES

Com 18 anos de trabalho no DIÁRIO, o editor de arte, Arnaldo Torres, também acompanhou de perto essas inovações. Conhecido por assinar as charges na capa do jornal, Torres começou a carreira como diagramador, em 1987, na extinta “A Província do Pará”, mas em 1994 foi convidado para ser chargista da capa e ilustrador do jornal. “O DIÁRIO estava montando um projeto gráfico arrojado e queria inovar em Belém”, explica.

Ele acompanhou de perto os investimentos em projetos gráficos arrojados que culminaram no visual atual do jornal e, durante esse tempo, muitas mudanças foram vivenciadas na redação. “O DIÁRIO mudou muito. As coisas são feitas com mais planejamento. Tem muita gente trabalhando agora e a gente é muito cobrado pela posição que o jornal ostenta: o primeiro em vendas no Estado. O padrão de qualidade cresceu e o leitor está mais exigente. Tem que caprichar. Mas eu gosto disso. Gosto de trabalhar sob pressão e gosto quando o resultado é 10”.

Para ele, a questão tecnológica também foi primordial nesse processo. “Os programas gráficos aprimoraram e os equipamentos também. Com isso, o processo de fazer o jornal ficou mais rápido, acelerando a chegada ao leitor e nos dando mais segurança de fechamento”, opinou Torres.

Dominar cada vez mais as tecnologias disponíveis é um caminho sem volta, necessário aos profissionais e também uma forma de o profissional se valorizar. “Trabalhar com a evolução é muito bom. Você é jogado para o aperfeiçoamento profissional. Você se torna um profissional de peso, de respeito, porque você está à frente. Estar mexendo com ferramentas e equipamentos avançados é estar em um patamar acima. Eu aproveito o máximo e gosto quando os resultados vêm de forma satisfatória e ajudando o jornal a crescer. O jornais hoje não têm mais um ao outro como concorrente, apenas. Os jornais têm os meios digitais que estão crescendo cada vez mais e se tornando parte da rotina do ser humano. O jornal tem que se renovar para não ser engolido de vez”, analisa o chargista.

(Diário do Pará)

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