Neste domingo (26) acontece a III Marcha de Visibilidade das Mulheres Lésbicas e Bissexuais do Estado do Pará, LesBiPará, que saiu da avenida Visconde de Souza Franco com destino à Praça da República, em Belém, reunindo milhares de pessoas entre defensores e simpatizantes da causa.
O público começou a se concentrar por volta das 15h e a marcha chegou na avenida Presidente Vargas já no início da noite. A manifestação faz parte da 2ª Semana de Visibilidade das Mulheres Lésbicas e Bissexuais do Pará, que começou ontem e segue até quarta-feira (29), em Belém, marcando a passagem do Dia da Visibilidade Lésbica, comemorado em 29 de agosto.
A caminhada embalada por muita música e animação tem como causas primordiais estimular a conscientização de mulheres lésbicas e bissexuais acerca de seus direitos e protestar contra a lesbofobia, o machismo e os estereótipos impostos a elas. A expectativa dos organizadores é superar o público do ano passado e totalizar mais de 100 mil pessoas compondo a marcha.
O evento é organizado pela ONG LesBiPará, fundada há dois anos com o propósito de defender os direitos de mulheres lésbicas e bissexuais, na capital e no interior do estado, através de cursos de capacitação para o segmento e de oficinas de orientação para profissionais de saúde, sobre como proceder nos atendimentos a essas mulheres, considerando suas particularidades.
A entidade conquistou há cerca de três meses uma cadeira no Conselho Estadual de Mulheres, sendo sua principal bandeira a luta por políticas públicas que atendam, com ações específicas, essa parcela da população.
Além da marcha deste domingo, a programação da 2ª Semana de Visibilidade das Mulheres Lésbicas e Bissexuais do Pará conta com seminário e uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado. O II Seminário “Políticas Públicas para Mulheres Lésbicas e Bissexuais – Os Impactos Sociais na Vida das Mulheres Lésbicas e Bissexuais” será realizado de 27 a 28 de agosto, com o apoio do Ministério da Saúde, da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) e das coordenações estadual e municipal de DST/Aids.
(DOL, com informações do Pará Diversidade)
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