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Uma ciência mais próxima da população

Aos amantes das ciências naturais, tecnologia e tudo o mais ligado à produção do conhecimento, a Universidade do Estado do Pará (Uepa) oferece mais um espaço para difusão de ideias, experimentos e viver a ciência na prática. Trata-se do Centro de Ciências

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Aos amantes das ciências naturais, tecnologia e tudo o mais ligado à produção do conhecimento, a Universidade do Estado do Pará (Uepa) oferece mais um espaço para difusão de ideias, experimentos e viver a ciência na prática. Trata-se do Centro de Ciências, que será integrado ao Planetário do Pará “Sebastião Sodré da Gama”. O novo espaço de divulgação do conhecimento científico ganha os últimos preparativos e estará aberto para visitação do público em geral a partir do próximo mês.

Com a inauguração do Centro de Ciências, o lúdico e a interação passam a fazer parte do dia-a-dia do Planetário, cujos espaços passaram por reforma e adaptação. Além das galerias e da cúpula, áreas destinadas ao aprendizado da Astronomia e Geologia, Origem da Vida, Biodiversidade, Água, Meio Ambiente e Amazônia, Saúde e Doenças Humanas, DNA e Biotecnologia, Química, Física e Matemática foram inseridas no novo ambiente e irão expor a ciência ao público, por meio de modelos, maquetes, painéis informativos, vitrines, experimentos diversos, jogos educativos, vídeos e projeções, entre outros.

Para quem gosta de tecnologia, o centro reserva ainda o Espaço Interativo Digital, que dialoga com os usuários através de efeitos audiovisuais no piso e em tela holográfica. Além disso, o auditório foi reformado e pode receber até 45 pessoas para assistir palestras e demonstrações de experimentos. Uma nova sala multiuso também foi criada para a realização de cursos e oficinas.

CIÊNCIA TODO DIA

Com tantas opções de atividades, a proposta é desmistificar a ciência e aproximar o conhecimento do dia-a-dia da população. “Este Centro foi concebido para que se torne um novo espaço de divulgação e ensino de ciências para o Estado do Pará, possibilitando o acesso à ciência de forma simples e lúdica, despertando e aumentando o interesse da população em geral por ciência e suas influências na sociedade, possibilitando o despertar de vocações pela carreira científica”, conta a diretora do Centro de Ciências, Norma Ely Beltrão.

Para a reitora da Uepa, Marília Brasil Xavier, o projeto de reforma no planetário foi concebido a fim de abrigar um centro de ciências onde a interatividade, a ludicidade e a divulgação científica pudessem também constituir um ambiente não formal de educação em ciências na graduação e pós graduação. “Trata-se de um espaço onde a universidade interage com a comunidade divulgando e promovendo o acesso à ciência. É uma grande alegria oferecermos um espaço como esse e esperamos que sejam criados outros no nosso Estado”.

Mas não são somente os alunos da universidade serão beneficiados com a chegada do Centro de Ciências. Segundo Marília Brasil, “o grande objetivo é que nós possamos receber as crianças de escolas públicas e privadas durante a semana, e a população em geral nos finais de semana”, revela. Além disso, escolas da rede pública terão a oportunidade de participar de oficinas de capacitação e aperfeiçoamento, programadas pela própria Uepa. “Enquanto espaço de educação não-formal, o Centro de Ciências continuará recebendo alunos de escolas e pessoas da comunidade que desejem visitar e aprender através das ações que serão desenvolvidas e renovadas ao longo do ano”, completa Norma Ely.

“Com essa ação, fundamentalmente, o eixo ‘extensão’ da Uepa fica fortalecido, porque a Universidade existe para a sociedade, somos sustentados por ela e nossos objetivos são ligados. A extensão é essa relação direta”, afirma Marília Brasil.

Ainda na avaliação da reitora, toda a instituição de ensino superior deveria ter um espaço que ao mesmo tempo fosse de divulgação de conhecimentos e possibilitasse a interação entre a população, as crianças e os jovens com a ciência.

“Isso é fundamental para que a população nessa faixa etária desperte o desejo, a paixão e o envolvimento com a ciência. Nós precisamos de pessoas que produzam e isso vai acontecer na medida em que as crianças se apaixonarem pela ciência. Elas precisam gostar, para que saibam usar o solo, cuidar do ambiente, do homem”, finaliza a reitora.

(Diário do Pará)

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