A audiência pública realizada na tarde de ontem, na Assembleia Legislativa (AL), sobre as condições estruturais do prédio que abriga o Arquivo Público do Estado do Pará (Apep), resultou em acordo para uma visita ao local. A data ainda será definida. Também será pedido à ministra da cultura,Ana de Holanda, maior agilidade no PAC das Cidades Históricas. O deputado estadual Eliel Faustino (PR), deve pedir hoje ao presidente da AL, Manoel Pioneiro (PSDB), que parte dos recursos previstos para a construção da nova sede da Assembleia – que pode custar até R$100 milhões – seja destinada à reforma do prédio do Arquivo Público.
Em maio deste ano, aconteceu um curto circuito no imóvel da Apep, localizado na travessa Campos Sales, no bairro da Campina. A funcionária Ethel Valentina denunciou o caso que acabou por se tornar público, culminando com a realização da Audiência Pública.
Historiadores temem que cerca de quatro milhões de documentos sejam perdidos, em ocorrência de algum sinistro. Registros do Pará Colonial já se extraviaram em função do tempo e falta de digitalização e execução de microfilmagens, que poderiam ampliar a vida útil do acervo.
O diretor do Apep, Agenor Sarraf, afirmou que assim que assumiu a gestão, solicitou ao Governo do Estado um diagnóstico de realidade, relatando a situação do prédio e a carência de funcionários. “Comecei a elaborar um Plano de Ação para o Arquivo Público que não guarda somente a memória oficial, mas também pessoal e emocional do povo paraense e precisa ser visto pelo Poder Público”, diz.
Segundo ele, em 04 de julho passado a Secretaria de Estado de Cultura (Secult) foi informada quanto aos problemas detectados no prédio, em função da localização e falta de manutenção, segurança e prevenção. O promotor de justiça Raimundo Moraes questionou: “É de bom senso que o Apep continue funcionando nesse local?”. A audiência foi unânime em concordar que o Arquivo Público deve mudar para um local adequado. Foi criticada a ausência de representante da Secult.
(Diário do Pará)
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