Três horas de protesto e uma fila de congestionamento na rodovia Augusto Montenegro, sentido Entrocamento-Icoaraci. Moradores da área Bom Futuro, no bairro da Cabanagem, em Belém, bloquearam a via nas primeiras horas da manhã e só deixaram o local após intervenção da polícia. Eles cobram da prefeitura serviços de saneamento básico, drenagem e pavimentação. Manifestantes ameaçam novos protestos até que uma solução definitiva seja dada para o problema.
De acordo com uma das líderes da Associação de Moradores Independência (Amin), Débora Castro, a interdição da via foi uma medida extrema contra a prefeitura que não estaria cumprindo com o acordo firmado no último dia 9 de agosto, quando uma comissão formada por moradores foi recebida pela assessoria da prefeitura. No encontro, foi estipulado o prazo de uma semana para uma resposta sobre as demandas apresentadas.
“Fomos protestar em frente ao Palácio e fomos recebido por uma assessora. O acordo era para uma audiência com o prefeito, mas até hoje nada. Agora, vamos ocupar a via quantas vezes for necessário para nos notarem aqui”, justificou Débora. Segundo ela, vários processos foram abertos junto à Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan) para resolução dos problemas que persistem.
Moradora da rua Dom Manoel, uma das mais atingidas pela falta de estrutura, Helena de Santana, 66, diz que há 28 anos a situação é a mesma. Segundo ela, o espaço tem sido tratado com desprezo pelos gestores. “A gente não entende por que ao redor tudo foi arrumado e só aqui a situação continua. Nunca olharam pra gente que vive ou na poeira ou no alagado”, reclamou. Os moradores pedem a implantação do projeto de asfaltamento e drenagem em quatro principais vias e cinco transversais do bairro da Cabanagem.
A chegada de uma guarnição do Corpo de Bombeiros pôs fim ao protesto já por volta das 10h30, quando o fogo foi apagado. Apesar da insistência em manter a interdição no “corpo a corpo”, os moradores foram colocados à margem da pista pelos homens da Polícia Militar. “Entendemos a reivindicação da comunidade, mas já são três horas de protesto. Já chega. Belém não pode parar por causa de uma comunidade”, explicava o capitão Siqueira, enquanto forçava a saída dos manifestantes da pista.
(Diário do Pará)
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