Já dura dois dias a reunião entre os diretores dos sindicatos da Polícia Rodoviária Federal de cada Estado, que irá decidir se a proposta oferecida pelo Governo Federal a todos os servidores federais será ou não aceita. A assembleia teve início na tarde de segunda-feira (26), em Brasília, após o encontro da categoria no Ministério do Planejamento.
Os policiais levaram para a reunião com o Governo uma contraproposta, mas a proposta feita na semana passada de 15,08% foi mantida. Os sindicatos chegaram a aceitar o reajuste, mas a divergência de opinião dos policiais fez com que a categoria voltasse a se reunir na manhã de hoje para realizar uma votação.
"A Federação voltou a se reunir na sede (em Brasília) para decidir se aceitam ou não a proposta do Governo. Estamos em um impasse, pois a categoria está dividida", disse o inspetor Idailson Oliveira, delegado do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais regional Pará e Amapá.
De acordo com Idailson, o Governo está no aguardo da resposta dos policiais rodoviários, que deve ser dada até o final da tarde de hoje. "Por volta de 14h devemos ter uma resposta", acredita.
Na manhã de ontem, a categoria realizou um ato no prédio da Superintendência da PRF, em Belém, com um abraço simbólico para chamar a atenção do Governo.
GREVE
A Polícia Rodoviária Federal paralisou as atividades a cerca de duas semanas. No Pará, todos os 450 policiais que formam o efetivo local aderiram à greve. Como determina a lei de greve, um efetivo de 30% dos servidores desempenha suas atividades normais. Na barreira da PRF em Ananindeua, dos 10 agentes que trabalhariam por dia, apenas três mantém as funções. Os demais, diz Idailson, comparecem ao posto, mas não realizam tarefas. Apenas atendimentos a acidentes com vítimas e auxílios socorros estão sendo mantidos pela corporação. Rondas das viaturas e comandos operacionais estão suspensos.
(DOL)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar