Uma floresta rica na produção de madeiras de lei, como cedro, mogno e plantas produtoras de fibra. Desde 2010, parte desse acervo está sendo catalogado pelo Herbário Marlene Freitas da Silva, da Universidade do Estado Pará (Uepa), um espaço de conservação de espécimes amazônicas.
Atualmente, o local tem mais de duas mil amostras de plantas desidratadas coletadas no Pará, Amazonas e Maranhão. O ambiente é aberto para visitação do público interno e externo e está localizado no Centro de Ciências Sociais e Educação (CCSE) da Uepa, no prédio do Castelinho, segundo andar. Segundo a responsável pelo herbário, Flávia Araújo, o espaço tem como principal papel preservar a biodiversidade.
Pela vasta biodiversidade, o Brasil, especialmente a Amazônia, é alvo da biopirataria - exploração ilegal da fauna, flora e recursos naturais. Flávia afirma que algumas famílias de plantas amazônicas estão em iminência de extinção, como representantes da seringueira, mogno e orquídeas. O herbário conserva exemplares destas e demais plantas ameaçadas.
O herbário da Uepa é oficialmente registrado na Rede de Herbários do Brasil e no Instituto Nacional de Ciências e Tecnologia em Biodiversidade e Uso da Terra da Amazônia (INCT). De 5 a 9 de setembro, a universidade está com a presença confirmada no 43° Simpósio Internacional de Óleos Essenciais, em Recife, no qual apresentará as plantas aromáticas originadas da copaíba. De 18 a 21 de setembro, Flávia Araújo estará em uma conferência Internacional sobre a biodiversidade dos herbários. (Agência Pará)
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