Os professores da Universidade Federal do Pará (UFPA) decidiram, em assembleia realizada na manhã de hoje (30), que vão manter a greve na universidade até que o governo se disponibilize a negociar.
A decisão foi aprovada por 193 dos 200 docentes presentes na votação e acompanha a decisão de outras 57 instituições de ensino superior federais que continuam a greve, mesmo após a resposta final dada pelo governo e a pressão feita para que as negociações sejam encerradas até o dia 31 de agosto, quando o Orçamento do Próximo ano deve ser concluído para ser encaminhado para votação.
Os docentes consideram intransigente a posição do governo, que não aceita mais dialogar com a categoria e impôs o prazo para definição dos reajustes. Segundo informações da Associação de Docentes da UFPA (Adufpa), os docentes adotam a posição de que o prazo estipulado pelo o governo para o fechamento das negociações é meramente uma forma de pressionar os servidores, já que não existiria nenhum dispositivo legal que atrele o fechamento há alguma data. Os docentes usam como argumento o fato de que, há alguns anos, por exemplo, o orçamento do ano seguinte chegou a ser votado só em outubro.
Desgaste
O governo federal anunciou como encerrada a negociação com os professores no último dia 13, quando foi assinado um acordo com o Sindicato de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), que aceitou a proposta de reajustes com percentuais variantes de 25% a 40%.
O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), ao qual a Adufpa é filiada, rejeitou o acordo e apresentou uma contraproposta ao governo, que optou por não reabrir a negociação. Segundo o Andes, a proposta apresentava, inclusive, a adesão a algumas contrapropostas do governo, relacionadas aso planos de carreira.
Vestibular
Na próxima semana, o Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) da UFPA deve reunir-se novamente na tentativa de dar início à preparação do calendário do vestibular para acesso ao ano letivo de 2013, uma das maiores preocupações da população afetada pela greve.
Os docentes, porém, adotam a posição de não permitir a definição do calendário enquanto o governo não negociar com a categoria.
(Marina Chiari/ DOL)
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