Após exatos dois meses de greve, professores e técnicos administrativos do Instituto Federal do Pará (IFPA) decidiram em assembleia realizada na manhã desta quinta-feira (30), que as atividades da instituição serão retomadas no dia 10 de setembro.
A reunião convocada pelo Sindicato Nacional dos Servidores da Educação Básica, Profissional e Tecnológica no Pará (Sinasefe-PA) reuniu cerca de 60 representantes das duas categorias. “A decisão de encerrar a greve foi tomada a partir da orientação da plenária nacional, que nós votamos em seguir”, disse Humberto Brito, secretário geral do Sinasefe-PA.
Entretanto, o sindicato ressalta que, apesar da saída da greve, não houve acordo com o governo Federal quanto à classe docente. As propostas foram aceitas apenas para os técnicos administrativos. Segundo Brito, “os especialistas vão receber 25% a mais, mestres 30% e doutores cerca de 50%”, explicou.
As principais reivindicações de reajuste salarial e revisão de Plano de Cargos Carreiras e Salários (PCCR) dos professores não foram atendidas pela proposta do governo Federal, aceita nacionalmente apenas por uma entidade não reconhecida como representativa da categoria. “A oferta foi semelhante a dos administrativos, mas a proposta do governo se mostrou um reforço da prática atual do plano de carreiras, que nós não concordamos. Um mestre, por exemplo, ganha três vezes mais que um especialista, e essas diferenças salariais podem gerar divisão entre os profissionais” apontou o secretário geral do Sinasefe-PA.
A intenção dos professores é alçar uma revisão do PCCR na qual tenham acréscimos com proporção igual, sem caracterizar grande diferença salarial entre uma titulação e outra.
A greve do IFPA foi instalada no dia 30 de junho, quase simultaneamente à prisão do então reitor do instituto, Edson Ary, e mais três diretores. O calendário de aulas deverá ser reestruturado junto à reitoria do IFPA já na próxima semana. (DOL)
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