Com uma das maiores participações já registradas, quase 200 integrantes, a Associação dos Docentes da Universidade Federal do Pará (ADUFPA) decidiu continuar em greve. Segundo a diretoria sindical, apenas sete membros votaram contra a continuidade do movimento.
Ontem e hoje foram realizadas assembleias em 57 instituições de ensino que estão em greve no país. A estratégia é ainda realizar uma vez por semana atos mais enfáticos para chamar atenção do poder público para a força do movimento dos trabalhadores.
O objetivo é retomar as negociações com o governo. “Em Brasília, vários parlamentares se mostraram solícitos à causa e cobraram envolvimento do governo federal”, garantiu a ADUFPA.
O governo federal anunciou como encerrada a negociação com os professores no último dia 13, quando foi assinado um acordo com o Sindicato de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), que aceitou a proposta de reajustes com percentuais variantes de 25% a 40%.
Sobre a divergência com o Proifes, entidade sindical que reclama o fim da paralisação, a ADUFPA afirma que ela não conta com representatividade suficiente. “Se eles contassem com o apoio da categoria, a greve teria acabado e não é isso que vemos. O movimento segue com adesão de pelo menos 90% dos docentes, incluindo cursos de difícil adesão como direito, medicina e a pós-graduação”, informou.
Os servidores do Instituto Federal do Pará (IFPA) decidiram por fim à greve, iniciada em 30 de junho, mesmo sem um acordo com o Governo Federal. A decisão foi em assembleia realizada ontem. No entanto, as aulas no instituto só retornam a partir do dia 10 de setembro, depois que os professores – junto à reitoria – definirem o novo calendário escolar para 2012. A categoria que conseguiu alcançar alguma reivindicação foi a dos técnicos administrativos que terão um reajuste salarial de acordo com a titulação de cada um. Os especialistas, por exemplo, terão um aumento de 25%, mestres 30% e doutores terão reajuste de até 50%.
A assembleia foi convocada pelo Sindicato Nacional dos Servidores da Educação Básica, Profissional e Tecnológica no Pará (Sinasefe-PA) e reuniu 60 representantes das duas categorias. A maioria deles votou pelo fim da greve, que já durava dois meses. O movimento grevista reivindicava o reajuste salarial e a reestruturação dos Planos de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR).
Para o Sinasefe-PA, apesar da situação dos docentes não ter melhorado com a paralisação, vale comemorar o acordo que beneficiou os técnicos administrativos. Agora eles vão formular uma contraproposta dos professores, para enviar ao Ministério do Planejamento.
A greve no IFPA iniciou em 30 de junho, no mesmo período em que o reitor da instituição, Edson Ary, foi preso junto com outros três diretores. Por causa disso, foi nomeado um novo reitor pró-tempore, Hélio de Almeida, que deverá trabalhar na reestruturação do calendário escolar.
(Diário do Pará)
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