Trabalhadores da construção civil vão entrar em greve a partir desta terça-feira (4), segundo informações do coordenador geral do sindicato, Ailson Cunha. A categoria se reúne hoje em assembleia geral, às 18h, na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Mobiliária do Pará (Sticm-PA), localizado na travessa 9 de Janeiro, em São Brás.
Os trabalhadores pretendem deflagrar a greve para intensificar a campanha salarial e reivindicar mais segurança para a classe, diante da frequência de acidentes em obras em Belém e na Região Metropolitana. “Amanhã vamos parar todos os canteiros de obras, porque queremos acabar com esta insegurança na construção civil e ter melhorias salariais”, destacou Cunha.
Os trabalhadores pedem reajuste salarial de 16%, além de auxílio alimentação no valor de R$ 100 e R$ 800 de Participação nos Lucros e Resultados (PLR), sendo que o pagamento deve ser divido em duas parcelas de R$ 400 que devem ser efetuadas no dia 15 dos meses de fevereiro e agosto.
“Nossa campanha salarial iniciou em 1º de agosto e já tivemos uma reunião com a patronal, mas a proposta não contempla as nossas necessidades”, afirma Cunha. Na ocasião, o Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Pará (Sinduscon-PA) apresentou proposta de reajuste salarial de 5%, o que não foi aceito pelos trabalhadores. O último aumento da categoria, equivalente a 11%, ocorreu no ano passado, após greve dos trabalhadores.
O salário atual dos operários é de R$ 900, com o reajuste pedido, pode chegar a R$ 1.120. Já um servente da construção civil recebe R$ 650 e passaria a ganhar R$ 780. Caso a proposta do Sinduscon- PA fosse aceita, os valores chegariam a R$ 945 e R$ 680, para operários e serventes, respectivamente.
Belém conta com aproximadamente 20 mil trabalhadores da construção civil. No ano passado, com a greve, dezenas de obras ficaram paralisadas e os imóveis tiveram as entregas atrasadas, além de engarrafamentos na cidade devido às manifestações e passeatas da categoria. (DOL, com informações do Diário do Pará)
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