O IBAMA, em conjunto com a Secretaria de Meio Ambiente do Pará (Sema), desarticulou um esquema que regularizava madeira extraída ilegalmente por seis madeireiras na região de Novo Progresso, no Oeste do Pará.
Com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Militar (PM) e Força Nacional, a operação Labareda durou 22 dias apreendeu cerca de cinco mil m3 de madeira em tora, o equivalente a 250 caminhões cheios, e 1,8 mil m3 de madeira serrada, que encheriam 50 caminhões.
A madeira apreendida era, em sua maioria, retirada de unidades de conservação, terras indígenas e desmatamentos irregulares. A fraude era feita através de guias florestais fraudadas, que vinham de Goianésia, Itaituba e Parajá, para transportar o produto florestal e colocá-lo no mercado como se fosse de plano de manejo sustentável.
Uma das madeireiras envolvidas nas fraudes estava situada perto da fronteira com o Mato Grosso, às margens da BR-123. Elas também forjaram a compra de madeira em Breves e Tailândia, distantes mais de 1,5 mil km de Novo Progresso.
No primeiro semestre de 2012, as empresas autuadas comercializaram cerca de 50 mil m3 de madeira, boa parte de forma suspeita. Esse volume é superior ao de todas as outras 45 madeireiras instaladas em Novo Progresso, que juntas comercializaram cerca de 40 mil m3.
Para o Ibama, o fim do esquema vai contribuir para a redução dos desmates na região, que cresceram no ranking nos últimos meses. “Sem madeireiras como estas para esquentar madeira, diminui-se a pressão sobre as florestas públicas e os desmatamentos. Em parte, também a derrubada de florestas é financiada por elas”, afirma Paulo Maués, analista ambiental do Ibama e coordenador da operação Labareda.
Mais da metade dos desmatamentos no Pará em 2012 está concentrada na região de Novo Progresso, que inclui também parte do sul de Altamira e Itaituba
(DOL, com informações do Ibama)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar