Funcionários do Banco do Estado do Pará (Banpará) iniciaram greve por tempo indeterminado. Todas as agências da Região Metropolitana suspenderam os atendimentos desde ontem. Várias agências do interior também aderiram à paralisação. Todos os dias, a categoria irá realizar assembleias para avaliar a greve.
A principal reivindicação dos trabalhadores se refere ao reajuste salarial. “Queremos o índice de 10,25%, que é o nacional, e a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de três salários mais 4900 reais”, disse Rosalina Amorim, presidente do Sindicato dos Bancários. A categoria também pede piso salarial de R$ 2.416, 13ª cesta básica e Plano de Cargos e Salários. A pauta de reivindicações também contempla mais segurança nas agências e contratação de mais bancários.
O Banpará considera imprudente o início da greve. O presidente do Banco, Sergio Augusto Costa, garante que não há indisposição para negociar. “O movimento é precipitado, a categoria está em plena negociação. As questões econômicas são negociadas com a Febraban a nível nacional. O que nós podemos negociar a nível local são as questões de licenças e ponto eletrônico, por exemplo”, diz.
O presidente apresentou a cópia de um documento protocolado e carimbado pelo Sindicato, convocando-o para negociação. O documento foi enviado no dia 29 de agosto e marca reunião para hoje. O Sindicato confirmou o recebimento do ofício, mas os trabalhadores entenderam que a negociação solicitada pelo Banco, na verdade, pretendia protelar uma solução para as reivindicações, segundo o sindicato.
Sobre o atendimento, ele garante que apenas o atendimento pessoal foi interrompido. “A maioria dos nossos serviços está disponível na internet. Temos o autoatendimento, máquinas 24h e outros serviços no site do Banpará”.
(Diário do Pará)
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