Representantes do Sindicato dos Docentes da Uepa (Sindiuepa) se reuniram na manhã de ontem com o Secretário Especial de Promoção Social, Nílson Pinto, para uma rodada de negociação sobre as reivindicações da categoria. Mas, de acordo com o sindicato, a reunião avançou em apenas dois pontos e a previsão de greve se mantem para o dia 12 de setembro.
Segundo a presidente do Sindiuepa, Professora Beth Lucena, os acordos da reunião não são suficientes para cancelar a greve. “Conseguimos que os temporários fossem mantidos até o próximo concurso e garantimos a insalubridade e periculosidade para os técnicos e professores que trabalham com produtos químicos. Mas a nossa pauta tem 14 itens e precisamos de mais negociações”, afirma.
Hoje os docentes da Universidade Estadual devem se reunir para avaliar os avanços na pauta. “Vamos juntos debater o que conseguimos, enquanto aguardamos a oficialização de uma nova reunião para negociarmos. A Sead deve nos receber no dia 11, terça-feira, véspera da data que prevemos a greve. Essa negociação pode ou não suspender o movimento”, revela.
Uma das principais reivindicações da categoria é quanto ao piso salarial do auxiliar I com especialização que vale hoje R$1.244 por 40 horas-aula, segundo o sindicato. “Esse valor é o mesmo que um salário mínimo por 20 horas. Enquanto que o piso nacional para o professor com ensino médio é de R$1.451. Precisamos ultrapassar esse valor”, defende.
(Diário do Pará)
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