Paralelo ao desfile militar, no dia 7 de setembro, ocorrerá o ‘Grito dos Excluídos’, em Belém. O evento tem como objetivo repudiar a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, a criminalização dos movimentos sociais e a Proposta de Emenda Constitucional 303, que determina, entre outras medidas, que as terras indígenas podem ser ocupadas por empreendimentos hidrelétricos e minerais de cunho estratégico sem consulta aos povos.
Segundo Maurício Matos, do Comitê Xingu Vivo, uma das organizações integrantes do Grito, a expectativa é de que o número de participantes cresça em relação ao ano passado. “Algumas comunidades indígenas confirmaram a vinda a Belém, para pedir a revogação da portaria 303. Além disso, as categorias em greve também se juntarão à passeata”, explicou.
Quem quiser participar pode se juntar à concentração, que neste ano será às 8h30 em frente à Basílica de Nazaré, de onde sai em cortejo até a Praça da República. Ano passado, o Grito em Defesa da Amazônia, como foi intitulada a manifestação, chamou a atenção para a importância da luta pela preservação dos recursos ambientais e contra projetos que destroem a região.
Com o lema ‘Um Estado a Serviço da Nação, que Garanta Direitos de Toda a População’, o movimento será realizado em todo o Brasil, por meio de manifestações, como marchas, romarias, vigílias, panfletagens, e passeatas. Além do tema principal, ele também abordará a violência contra os jovens, a corrupção, as implicações das obras preparativas para a Copa do Mundo e a construção de barragens.
O ‘Grito dos Excluídos’ é organizado pela Pastoral Social da CNBB, pela Comissão Pastora da Terra (CPT), e movimentos sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento dos Ameaçados por Barragens (MAB), pelo Fórum Nacional pela Reforma Agrária e pela Assembleia Popular.
(Diário do Pará)
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