Que tal provar um empadão de tapioca ou um turu ao vinagrete? Essa oportunidade ímpar está à disposição do público até 9 de setembro dentro do espaço da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural o Estado do Pará (Emater), o Modelo Rural, montado na 44ª Exposição Agropecuária de Castanhal, organizada pelo Sindicato Rural do município e realizada no Parque de Exposições e Feiras de Castanhal.
O Modelo Rural é uma réplica de uma fazenda em que todas as atividades da Emater são representadas. Com 7 mil m², este é o maior projeto de divulgação da atividade extensionista no Pará. O espaço apresenta uma casa de farinha, uma casa de mel, um sistema de irrigação, hortas, minicentros de piscicultura, fruticultura, avicultura, apicultura, ovinocultura, conicultura, olericultura, compostagem orgânica, plantas medicinais, plantas ornamentais, artesanato, entre outros.
Uma das propostas do Modelo Rural é trazer à sociedade paraense os trabalhos realizados com os agricultores familiares. E é nesta “mini fazenda” que eles podem expor sua atividade. Uma atração a parte, neste ano, foi oferecer ao público visitante da oportunidade de provar e aprovar produtos beneficiados dos principais cultivos da pequena agricultura paraense.
Uma praça de alimentação foi montada em dois espaços diferentes no Modelo Rural. O primeiro, contendo três barracas, de Santa Izabel do Pará, Santo Antônio do Tauá e de Curaçá, apresentando suas iguarias: tapioca, camarão e pescado, respectivamente, e um segundo espaço, voltado para exposição do trabalho das agroindústrias familiares, como a produção de tapioca, de Santa Izabel do Pará; beiju e farinhas, de Castanhal; e castanha de caju, de Ipixuna do Pará.
Na barraca "Delícias da Tapioca", a experiente cozinheira Maria Cleide Leite é mestre em inventar receitas novas. Ano passado foi apresentado o vatapá de tapioca, já este ano foi o empadão que conquistou o público. “Vendi toda a minha produção”, comemorou. A costureira Natalina e a estudante de pedagogia Amy Costa, mãe e filha, aprovaram a nova iguaria. “É uma massa bem mais leve e bem saborosa”, opinou a matriarca.
Mas foi a "Barraca do Avuado", da Associação da Colônia de Pescadores de Curuçá Z-05, que chamou a atenção pelo cardápio exótico. Além do tradicional pescado - assado na folha da bananeira -, ou de uma sopa de caranguejo, o turu, um marisco abundante na região do Salgado, atraiu curiosos. Segundo Danilo Rocha, funcionário da barraca e um apreciador da iguaria –, o que mais apareceu foram pessoas dispostas a provar. “Alguns fazem uma cara estranha, mas quem provou, aprovou. Eu adoro, além de ser muito nutritivo e dizem até que é afrodisíaco”, brincou o jovem.
Já no espaço das agroindústrias, os visitantes puderam acompanhar a confecção de tapiocas e beijus em dois grandes tachos, ao vivo. “Esse é o dia a dia desses produtores, mas o público se delicia em ver e saborear as iguarias, o produto da mandioca já beneficiado”, disse o técnico em agropecuária Eneas Fontes, responsável pelo espaço. Para o presidente da Associação de Produtores da Vila Bom Jesus, a venda de beijus e de farinhas já ensacadas contribuiu para a renda do grupo. “Há cinco anos temos a agroindustria, temos um faturamento bruto de R$ 20 mil por mês, graças ao trabalho da Emater, que há dez anos está conosco nessa empreitada”, ressaltou Gilmar Damasceno.
Visita
A presidente da Emater, a engenheira agrônoma Cleide Amorim de Oliveira, visitou, nesta terça-feira (4), o Modelo Rural. A gestora da Emater pode ver de perto o trabalho dos técnicos, que sob a coordenação do Escritório Regional de Castanhal, este ano teve aproximadamente 30 dias para transformar o espaço da Empresa, já ocupado há oito anos. “Desde 2004 nossos técnicos desenvolvem essa atividade que funciona como a grande atração da Expofac. Todos estão de parabéns por fazer o Modelo Rural a grande vitrine do trabalho realizado pela Emater em todo o Estado”, disse Cleide Amorim.
Quem concorda com Amorim é o presidente do Sindicato Rural de Castanhal, que organiza a Feira. Para Ayvan Alves Pinto, a parceria com a Emater tem trazido bons frutos ao longo desses anos. “O Modelo Rural agrega valor ao que o sindicato já executa com os produtores rurais da região durante o ano. Para o pequeno, médio e grande produtor é interessante, pois dá a dimensão do que pode ser complementado na produção deles. Além do mais, é um espaço de conhecimento e de lazer também”, destacou.
(Ascom Emater)
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