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Dia da Amazônia com números para comemorar

A maior floresta tropical do mundo em extensão e biodiversidade é celebrada nesta quarta-feira (5), data escolhida para comemorar o Dia Mundial da Amazônia, criado para propor uma reflexão sobre a importância desse tesouro nacional e internacional e a nec

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A maior floresta tropical do mundo em extensão e biodiversidade é celebrada nesta quarta-feira (5), data escolhida para comemorar o Dia Mundial da Amazônia, criado para propor uma reflexão sobre a importância desse tesouro nacional e internacional e a necessidade de buscar cada vez mais a sua preservação.

O dia 5 de setembro foi escolhido porque em 1850, Dom Pedro I criou a província do Amazonas. A data é voltada para a conscientização ambiental e para a discussão de ações de combate ao desaparecimento da floresta e a extinção da fauna e flora regionais.

O território da floresta representa dois quintos da América do Sul e metade das terras brasileiras, abrangendo os Estados do Acre, Amapá, Pará, Roraima, Rondônia, Amazonas, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso, além de outros países, como Venezuela, Guianas, Suriname, Bolívia, Colômbia, Peru e Equador. Um quinto das águas doces do mundo estão na Amazônia, sendo a maior bacia hidrográfica do planeta, com extensão de sete milhões de quilômetros.

EM BUSCA DA PRESERVAÇÃO

A Amazônia é vital para o mundo, por ser a maior reserva natural e proporcionar o equilíbrio ambiental do planeta. Iniciativas e programas de sustentabilidade têm contribuído para a preservação da floresta, no Brasil. Com a internet e o avanço da tecnologia é possível obter, em tempo hábil, dados sobre o desmatamento e focos de calor na Amazônia brasileira. No boletim do desmatamento de junho deste ano, divulgado pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp), são apresentados dados da redução de áreas desmatadas.

O estudo mostra que no Pará houve um total de 37,73 km² de desmatamento. Desta área, Paragominas, que já encabeçou a lista dos que mais desmatam no Brasil, foi destaque por desmatar menos de 1 km² num território de 20 mil km². Entre as Unidades de Conservação localizadas no estado, foi identificada uma área desmatada de 4,87km², na qual o município de Jacareacanga constou como o único da lista.

O Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter) e o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, de responsabilidade do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Ministério da Ciência e Tecnologia, são os responsáveis por fazer este monitoramento.

Como resultado, atualmente é possível afirmar que o desmatamento na Amazônia reduziu consideravelmente. Desde 2008 até agora foram registrados 1.147,38 km² de áreas desmatadas. Neste mesmo ano o desmatamento atingiu 499,04 km² de áreas, sendo que hoje o registro é de apenas 7,56% desse resultado de 2008.

Uma importante iniciativa contra o desmatamento surgiu em 2008, no município paraense de Paragominas, no sudeste do Estado. O projeto Município Verde, deu origem a um programa que hoje pluraliza estratégias de preservação ambiental no Pará, por meio de pactos sociais, a fim de alcançar o desmatamento zero e a retirada dos municípios da famigerada lista dos que mais desmatam no Brasil, criada em 2007 pelo Ministério do Meio Ambiente. (DOL)

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