Em greve, os trabalhadores da construção civil seguem em protesto pelas ruas de Belém pelo terceiro dia consecutivo. Na manhã desta quinta-feira (6), os operários realizaram uma passeata nos bairros de Nazaré e Umarizal.
A manifestação conta com dezenas de trabalhadores carregando faixas e cartazes e um trio elétrico. A passeata seguiu até o prédio da Federação das Indústrias do Pará, onde os trabalhadores foram orientados a prosseguir com a paralisação.
Segundo Ailson Cunha, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, nenhuma nova proposta foi apresentada pela patronal. "Sem negociação, a greve continua", disse Ailson.
REIVINDICAÇÕES
A categoria reivindica plano de saúde para o trabalhador e dependentes, liberdade para fiscalização do sindicato nos canteiros de obra, eleições para delegados sindicais em todas as construções e reserva de 10% das vagas de trabalho para as mulheres, com incentivo à promoção, qualificação profissional, além de reajuste salarial de 16%, auxílio alimentação no valor de R$ 100 e R$ 800 de participação nos lucros e resultados (PLR).

Foto: Daniel Costa
ENTENDA
Os operários da construção civil de Belém, Ananindeua, Marituba e Barcarena deflagraram greve logo nas primeiras horas da última terça-feira (4).
O movimento organizou passeata no primeiro dia em três pontos da capital paraense. No bairro do Umarizal, na avenida Augusto Montenegro, próximo a avenida Independência, onde uma das pistas foi fechada, e na avenida Almirante Barroso com a travessa Curuzu.
Na manhã de ontem (5), uma nova manifestação da categoria interrompeu o trânsito na BR-316, na altura do quilômetro 8 da rodovia, no município de Marituba, o que gerou um congestionamento de aproximadamente oito quilômetros.
Agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Militar e também do grupamento de choque da PM foram acionados para conter os manifestantes.
(DOL)
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