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Desfile homenageia soldados da 2ª Guerra

A mesma voz que narra calmamente as lembranças de tantas décadas atrás cita os nomes de colegas em fotos antigas, lê troca de correspondências entre a associação e representantes italianos e ainda declama um poema feito especialmente aos bravos combatente

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A mesma voz que narra calmamente as lembranças de tantas décadas atrás cita os nomes de colegas em fotos antigas, lê troca de correspondências entre a associação e representantes italianos e ainda declama um poema feito especialmente aos bravos combatentes do Brasil. Aos 89 anos Raimundo Nonato, funcionário público aposentado, é um dos ex-combatentes brasileiros da 2ª Guerra Mundial que serão homenageados hoje, em Belém, no desfile cívico-militar em alusão à Independência do Brasil.

No total, mais de 25. 534 homens, conhecidos também como ‘pracinhas’, foram convocados para servir à pátria, tanto na Europa como na coordenação litorânea no Brasil. A Segunda Guerra foi um conflito militar global que perdurou de 1939 a 1945, envolvendo a maioria das nações do mundo, organizadas em duas alianças militares opostas: os Aliados e o Eixo. Foi a guerra mais abrangente da história, com mais de 100 milhões de militares mobilizados.

Com 21 anos, Raimundo foi convocado para ir à guerra. Passou alguns meses no Rio, em preparação até partir então para a Itália, onde combateu por 7 meses. “Costumo dizer que sai menino e voltei homem”, lembra. De dentro do carro oficial da Marinha, ele espera ser acompanhado por uma multidão na Avenida Presidente Vargas. “A participação no desfile não é apenas simbólica, mas uma realidade que nos faz rememorar a 2ª guerra. A participação numérica é pequena, mas sempre nos motiva ver as pessoas em aplausos, prestando homenagens. Acho que ainda há uma demora na inserção da participação dos ex-combatentes na história do Brasil. Temos que aprender a valorizar as nossas coisas, o que pertence ao nosso povo”, diz Raimundo.

Para Élson Monteiro, historiador e professor da Universidade Federal do Pará, a presença paraense neste ponto da história brasileira sempre foi percebida. Um exemplo é a presença tradicional dos pracinhas no desfile de 7 de setembro. “Lógico que hoje, em função da distância e da idade da maioria, muitos dos quais falecidos, talvez não haja o mesmo reconhecimento, principalmente das gerações mais novas. O desfile cívico-militar reunirá na avenida Presidente Vargas mais de 4.500 homens e mulheres de 70 tropas federais, estaduais, municipais e grupamentos não institucionais.

A abertura será feita pelo Grupamento de Ex-Combatentes, acompanhados pela banda de música do Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia do Pará ( IFPA). Três grupamentos estrangeiro.

(Diário do Pará)

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