A edição de ontem da série “Orgulho de Ser do Pará, Made in Pará – Made in Brasil” trouxe o tema “Esportes – Almas de Ouro”. Exemplos de carreiras promissoras no futebol, artes marcais e atletismo, como Paulo Henrique Ganso,Lyoto Machida, Louise Maxiene e Alan Fonteles foram citados na reportagem especial que além de inspirar orgulho, gerou questionamentos nos leitores quanto ao apoio para os atletas.
Para o cronista esportivo Guilherme Guerreiro, atualmente os atletas paraenses estão se destacando pelo lado do individualismo, pela aptidão nata. “Estamos longe de apresentar estrutura para revelar atletas em maior profusão”, acredita Guerreiro. De acordo com ele, o Estado tem diversos “diamantes brutos”, que com trabalho e acompanhamento, não precisariam sair do Pará para buscar preparação e condições de performance mais completas.
No Pará, assim como no restante do Brasil, o futebol é o esporte que gera maior visibilidade aos atletas. “Mas o futebol paraense está em crise existencial e não permite abertura de mercado com maior clareza”, afirma o cronista. Entre os nomes que “foram e voltaram” ou que obtiveram destaque, mas ainda não tiveram a carreira alavancada no futebol, Guerreiro cita Moisés, Rafael Oliveira e Iago Pikachu.
“Os que foram, não tiveram consistência para permanecer”, avalia. Em relação aos esportes tidos como amadores, Guerreiro acredita que os atletas tem conseguido uma descoberta maior, como por exemplo, Alan Fonteles. “São eles que também tem dado mais resposta pra gente”, compara.
IMPORTÂNCIA
O administrador,Leonardo Kildare, 28 anos, acredita que iniciativas como a do DIÁRIO em apresentar os leitores pessoas que elevam o nome do Pará é de suma importância. “É muito interessante essa participação e a força de vontade deles em elevar o nome do Pará a nível nacional e internacional. Sempre que o Lyoto entra no octógono,leva uma bandeira do Estado”.
Porém, Leonardo considera que o investimento e apoio dado aos atletas é totalmente insuficiente. “O poder público e os empresários poderiam fazer muito mais por eles”, avalia.
A opinião de Leonardo é compartilhada pelo veterinário André Menezes, 37 anos. “Falta, além do reconhecimento, investimento. Não só para os nomes já conhecidos, mas também para outros atletas que poderiam trazer ainda mais orgulho para o nosso Estado”.
O professor da Universidade Federal do Pará (UFPA), Orlando Souza, 52 anos, elogiou a iniciativa do DIÁRIO e a repercussão das matérias. “Tem muita gente compartilhando no Facebook”. Para ele, o fato dos atletas fazerem questão de exaltar o nome do Pará é uma maneira de tornar o Estado mais conhecido. “Morei no Centro Sul e muita gente não tinha dimensão de como é o Pará, as pessoas não conhecem e isso se reflete no turismo”.
MAIS DESTAQUES
Paulo Henrique Ganso, craque do Santos Futebol Clube, e Louise Maxiene, foram outros dos atletas destacados na edição de ontem do DIÁRIO. (Diário do Pará)
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