Entre os tumores que acometem o tórax, o câncer de pulmão é o mais incidente. Cerca de 27.430 novos casos da doença devem ser diagnosticados em todo o Brasil, sendo 430 só no Pará, segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA). Aliás, o estado responde por 41,7% dos novos casos de câncer de pulmão de toda a região Norte. Belém está entre as capitais nortistas com maior incidência dessa neoplasia. Cerca de 170 novos casos devem ser identificados na capital paraense.
O câncer de pulmão é o tumor maligno mais comum de todos, com aumento de incidência de 2% ao ano. Segundo o INCA, cerca de 90% dos casos de câncer de pulmão são provocados pelo alto consumo de derivados do tabaco. Por isso, a doença está entre as principais causas de mortes evitáveis. Mas a exposição a alguns agentes químicos, como arsênico, urânio, cloreto de vinila e cádmio, deficiência ou excesso de vitamina A, infecções pulmonares recorrentes, fatores genéticos e histórico familiar de câncer de pulmão podem favorecer o desenvolvimento da doença.
Segundo o médico Antonio Bomfim, especialista em oncologia torácica do Hospital Saúde da Mulher, o câncer de pulmão, em geral, é diagnosticado em estágio avançado ou metastático (quando a doença já está em outras partes do corpo). “Quase 80% dos casos são diagnosticados tardiamente, por isso, é imprescindível ir ao médico regularmente, principalmente se for fumante, para fazer o rastreamento da doença. O câncer de pulmão não apresenta sintomas na fase em que ainda pode ser curado. A primeira recomendação em caso de suspeita do câncer de pulmão é procurar um cirurgião torácico habilitado para indicar a melhor forma de estabelecer o diagnóstico preciso e a fase em que se encontra a doença”, alerta.
Em estágios avançados, o tumor tem como sintomas tosse, sangramento pela boca ou nariz, falta de ar, febre, rouquidão, dores e chiado no peito. À primeira suspeita da doença é feita a radiografia simples do tórax do paciente, sendo encaminhado em seguida para a realização de exames mais detalhados, como a tomografia do tórax, ressonância magnética do crânio e o PET-CT, o antigo PET Scan, uma modalidade diagnóstica que agrega imagens anatômicas CT (Tomografia Computadorizada) e imagens funcionais (PET - Tomografia por Emissão de Posítrons).
Com os exames em mãos, os especialistas podem avaliar e instituir o tratamento mais adequado ao perfil clínico do paciente. Segundo o oncologista, hoje os procedimentos cirúrgicos são minimamente invasivos e os exames mais precisos ajudam a definir melhor o tratamento. “Nas fases intermediárias da doença o tratamento se baseia em radioterapia associada à quimioterapia. Quando há presença de doença disseminada, o tratamento geralmente é quimioterapia exclusiva. Outra medida importante para o tratamento é a interrupção imediata do tabagismo, desejada em todos os momentos do tratamento”, esclarece. (DOL, com assessoria)
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