Após assembléia entre os funcionários do Banpará, realizada nesta segunda-feira (10), a decisão foi manter a greve por período indeterminado, que hoje já completa uma semana.
Às 10h de terça-feira (11), a categoria vai se reunir em frente à matriz do banco para pressionar a direção do Banpará para que atenda as reivindicações em uma reunião de negociação com o sindicato dos bancários sobre o acordo coletivo de trabalho.
Caso o banco apresente nova contraproposta, a assembleia do funcionalismo, prevista para ocorrer às 17 h de terça, na sede do sindicato, no bairro do Reduto, irá avaliar e deliberar sobre os rumos da greve na instituição.
Audiência no TRT
Hoje (10), além do crescimento da greve com a adesão de mais agências no interior do Estado, o dia contou com uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho entre Sindicato dos Bancários e Banpará, na sede do TRT, em Belém. A reunião terminou com a expectativa de que o banco apresente uma proposta concreta para negociação.
De início, o banco reafirmou que pretendia aguardar a Fenaban para discutir as cláusulas econômicas e que poderia, por enquanto, apenas discutir as questões sociais na rodada de negociação específica que acontece nesta terça.
No decorrer da audiência, a desembargadora vice-Presidente, Suzy Koury propôs que a diretoria do banco promova estudos acerca das proposições da categoria referentes a alguns itens, como aplicação do piso diferenciado, uma promoção a todos os funcionários (no caso, por merecimento, além da que já está programada em janeiro de 2013 que é por antiguidade) e reajuste em todas as comissões.
“Sempre estivemos dispostos a negociar, ao contrário do banco que até hoje não apresentou sequer uma proposta que atenda as reivindicações do seu funcionalismo, pelo contrário, já impetrou interdito e agora mandado de segurança. Esperamos que após essa segunda reunião de conciliação e as sugestões apresentadas pela desembargadora, o Banpará repense sua postura e sente à mesa com a disposição de negociar”, afirma a presidenta do Sindicato, Rosalina Amorim.
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