Governo do Estado e Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apresentam hoje a pesquisa de perfil e de demanda turística do Círio de Nazaré. Os dados revelam quem são, como chegam e quanto gastam os turistas que visitam Belém durante a mais importante festa religiosa do Estado e servem de orientação para o desenvolvimento turístico do Pará. O estudo foi desenvolvido com base em questionários aplicados a visitantes que participaram do Círio 2011 e será divulgado às 10 horas, na Estação das Docas, pelo Secretário Estadual de Turismo, Adenauer Góes, e pelo supervisor técnico do Dieese, Roberto Sena.
Além de mostrar qual a faixa etária mais comum e quais os destinos de emissão mais frenquentes entre os turistas, a pesquisa de perfil e de demanda turística do Círio revelará itens que mostram, por exemplo, que a maior parte dos turistas que visitam Belém neste período não saem da cidade. Na última pesquisa apresentada, a Setur informou que a maior parte dos turistas que visitaram Belém durante a quinzena nazarena tinham entre 35 e 50 anos (73,83%), ganhavam entre R$ 480 e R$ 4800 (60%), eram mulheres (51%) e estavam dispostos a voltar a participar da procissão (98,2%).
De acordo com o Dieese, no ano passado cerca de 72 mil turistas passaram pela capital paraense durante os 15 dias de festa nazarena, com gastos que podem ter alcançado R$ 26 milhões.
A expectativa é que para este ano o número possa aumentar ainda mais, seguindo uma tendência de anos anteriores. Em 2001, estiveram em Belém 37 mil turistas, 3 mil estrangeiros e 34 mil brasileiros de todos os cantos do país e os números não param de crescer. “O Círio é uma festa que atrai cada vez mais pessoas para o Estado, sendo uma das principais temporadas para o turismo local”, afirmou Raimundo Sena, supervisor técnico do Dieese, enquanto ajustava os últimos detalhes em relação a tabulação dos dados. Esta será a segunda vez que o estudo será divulgado.
Informações em relação à economia e ao mercado de trabalho ligados a atividade turística também serão divulgadas. “O turismo é um segmento que ainda é incipiente na região, mas tem crescido gradativamente nos últimos anos porque a vocação do Estado é muito forte.
A média de criação de empregos, considerando apenas os de carteira assinada, tem girado em torno de 25 mil postos. Se somarmos o setor informal deve-se chegar a marca de 50 mil empregos apenas no turismo”, antecipou Sena.
(Diário do Pará)
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