O sexto dia de paralisação dos trabalhadores da construção civil no estado foi marcado por uma longa marcha de protesto. Milhares de operários se reuniram em frente à sede do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, na travessa Nove de Janeiro e partiram em marcha até a Assembleia Legislativa, no bairro da Cidade Velha.
Segundo Ailson Cunha, presidente do sindicato, uma comissão de deputados recebeu os representantes do movimento grevista e prometeu agendar uma audiência pública reunindo representantes do sindicato dos trabalhadores, da patronal e deputados da ALEPA até esta quinta-feira (13).
“Até lá a greve continua, e os próximos passos serão definidos nas assembleias diárias do sindicato” afirma Ailson, que anuncia um grande piquete reunindo trabalhadores dos canteiros da Augusto Montenegro para a manhã desta terça-feira, em um canteiro próximo a um supermercado.
NEGOCIAÇÃO DIFÍCIL
“Recebemos uma única proposta da patronal. Aumento de 7,5% dos salários e mais nada, e a recusamos” afirma Ailson lembrando que a greve não se dá apenas por questões salariais. “De janeiro a agosto, doze trabalhadores já morreram em canteiros de obras, não há condições de continuar trabalhando assim” ele assevera.
Entre as exigências do movimento grevista estão aumento de 16% nos salários e na Participação de Lucros e Resultados (PLR), pagamento de cesta básica no valor de 100 reais, plano de saúde para os trabalhadores e dependentes e de reserva de 10% das vagas para mulheres nos canteiros de obras. Outra reivindicação diz respeito à autorização para a fiscalização dos canteiros pelo sindicato. O movimento requisita que ela seja sem restrições, a patronal que seja apenas uma vez por mês.
(Diário do Pará)
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