Quatro homens acusados de terem cometido uma chacina no município de Pacajá começaram hoje (11) a ser julgados pela 1ª Vara do Júri de Belém. A chacina aconteceu no dia 31 de agosto de 2005. O casal Francisco “Santinho” e Raimunda de Souza Borges e suas duas filhas, uma de 11 anos e uma recém-nascida, foram executados enquanto dormiam no interior de sua residência, na localidade “Vilinha”, na zona rural de Pacajá. Após a chacina, a moradia das vítimas foi queimada.
Esperidião de Araújo Neto, Francisco de Souza Borges, José Alves da Silva e Túlio Lopes de Araújo estão sendo acusados de participação e co-participação no crime. O júri presidido pelo juiz Edama Pereira, começou hoje a ouvir os depoimentos das testemunhas de acusação.
O promotor Mário Chermont atua na sustentação da acusação e colheu três depoimentos pela manhã e mais dois na parte da tarde. Outros três depoimentos foram colhidos na parte da tarde pela defesa dos acusados, os advogados Hilário Carvalho e Antônio Duarte, este último promotor de justiça aposentado.
Na manhã desta quarta-feira (12), devem acontecer os debates com a apresentação das teses de acusação e defesa. A motivação do crime seria uma dívida que o chefe da família tinha por conta de um pedaço de terra que a família teria adquirido do réu José Alves da Silva (o Zé Maranhense).
Recurso
Este é o 2º júri ao qual os acusados são submetidos. O primeiro foi realizado em 2007, na comarca de Pacajá, onde os réus foram absolvidos. Os promotores que atuaram na sustentação da acusação, Cristina Colares e Fábio Mussi, requereram a anulação do julgamento que absolveu os réus e, ainda, o desaforamento do novo julgamento para outra comarca, que foi acolhido pela 1ª Câmara Criminal Isolada do TJPA.
Em outubro de 2005 o juiz da comarca de Pacajá, Lucas do Carmo, pronunciou Esperidião e Francisco como partícipes, e José Alves e Túlio como co-partícipes. Um quinto participante na chacina, conhecido como Hamilton, está foragido e teve o processo separado, para ser julgado em outra sessão quando for capturado
(DOL, com informações do TJ/PA)
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