A Câmara Governamental Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan) promoveu nesta terça-feira (11), no auditório do Centro Integrado de Governo (CIG), a oficina para implantação do Sistema de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) no Pará. O evento foi presidido pelo secretário especial de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção, Sidney Jorge Rosa, que também é o coordenador geral da Caisan.
O Sisan foi criado pela Lei nº 11.346, de 15 de setembro de 2006, para assegurar o direito humano à alimentação adequada. Quatro anos depois, o sistema foi regulamentado pelo Decreto nº 7.272, de 25 de agosto de 2010, que instituiu a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PNSAN) e estabeleceu parâmetros para a elaboração do Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. Assim, o objetivo da oficina foi apresentar como ocorrerá a implantação do Sisan no Estado.
O presidente do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Geraldo Domont, informou que o Caisan é a entidade que promoverá a integração das diversas áreas do governo do Estado para a implantação do Sisan, sendo também espaço de interlocução com a sociedade civil. Uma das finalidades dessa câmara é construir o Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional.
Sidney Rosa apresentou um panorama da evolução brasileira no âmbito da alimentação, comentando desde os avanços na produção agrícola até o poder aquisitivo do salário mínimo, que hoje alcança a casa dos US$ 300. Para ele, no cenário atual não existe mais miséria absoluta, porém ainda há muito o que avançar no país. “O que falta mesmo é educação alimentar para mudar o cenário que existe”, afirmou.
SAÚDE
O secretário de Estado de Saúde Pública, Helio Franco, disse que a alimentação está diretamente ligada à saúde. “O terceiro tipo de câncer que mais afeta as mulheres é o câncer de colorretal, causado pela falta de ingestão de fibras; a obesidade é a segunda causa isolada de câncer, diabetes e outras doenças crônicas”, informou, citando também o açaí, que se não for higienizado de forma adequada, pode ser o veículo de transmissão da doença de Chagas, cuja maioria dos casos (98%) está no Pará.
Helio Franco comentou, ainda, sobre as alterações genéticas nos produtos agrícolas e o uso de agrotóxicos e de antibióticos em animais, que prejudicam o ser humano. “Nossa pimenta-de-cheiro não tem mais cheiro”, constatou o secretário, defendendo a integração e afirmando que “a segurança alimentar começa com o aleitamento materno exclusivo”. (As informações são da Agência Pará)
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