Os funcionários dos Correios no Pará anunciaram que estão em greve, mas apenas 70 deles, de um total de 2,5 mil, paralisaram as atividades. Ontem, a categoria – composta principalmente por carteiros – se reuniu, em frente a agência da Avenida Presidente Vargas, para votar se continuariam com o protesto ou suspendiam até o próximo dia 18, quando a greve será deflagrada nacionalmente.
Eles recusaram a proposta de reajuste 5,2% no salário e dos benefícios que foi oferecida pelos Correios, na semana passada. Até então, a greve foi decretada apenas no Pará e em Minas Gerais. Os funcionários dos demais Estados ainda vão se reunir em assembleia para decidir se paralisam ou não as atividades. A categoria exige um reajuste salarial equivalente a 40%. Os Correios informou que os serviços não serão prejudicados mesmo com a greve.
A assembleia de ontem serviu para confirmar uma situação que pode prejudicar o andamento da manifestação. Os trabalhadores estão divididos em dois grupos que não conseguem chegar a um consenso sobre os rumos da greve. Um grupo defendia o recuo da paralisação até o próximo dia 18 e o outro queria a paralisação imediata. Após um debate que “lavou a roupa suja”, os trabalhadores votaram no início da greve.
De acordo com o diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos do Pará e Amapá (Sincort), Paulo André da Silva, o ideal seria iniciar a greve depois do dia 18, mas como a maioria presente votou pelo início imediato a alternativa não foi outra a não ser acatar a decisão. “Hoje, iremos caminhar pelas agências dos Correios para convidar os demais trabalhadores a aderirem à greve imediata”, disse.
(Diário do Pará)
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