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Redução de tarifa gera dúvidas

As indústrias paraenses estão em dúvidas em relação a redução de até 28% na tarifa de energia a partir do ano que vem, conforme a presidente Dilma Roussef anunciou no último dia 11. Para os empresários, falta esclarecer como esta diminuição dos valores ir

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As indústrias paraenses estão em dúvidas em relação a redução de até 28% na tarifa de energia a partir do ano que vem, conforme a presidente Dilma Roussef anunciou no último dia 11. Para os empresários, falta esclarecer como esta diminuição dos valores irá proceder, uma vez que a diferença de até 28% prevista é insuficiente diante do reajuste de 45%, ocorrido nos últimos tempos. Por isto, diversos setores estão se mobilizando para pedir explicação para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e Rede Celpa, concessionária de energia que atua no Pará. Uma reunião está prevista para a próxima terça-feira, 18, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa).

De acordo com o presidente da Comissão de Energia da Fiepa, José Maria Mendonça, até então, sabe-se apenas que a redução da tarifa vai favorecer aos custos com os consumidores. No entanto, a preocupação da Indústria é em relação ao aumento da tarifa que ocorreu este ano em comparação a que foi anunciada para o ano que vem. “A redução prometida foi de até 25%, mas com o reajuste de 45% sofrido recente. O valor da tarifa, mesmo quando for diminuído, vai representar um aumento de aproximadamente 20%”, projetou o presidente da Comissão. “Se isto acontecer desta forma, teremos é um prejuízo na economia”, temeu Mendonça.

O Governo Federal garante que a redução vai beneficiar a todos os brasileiros, uma vez que a conta de luz ficará mais baixa tanto para residências, quanto para o comércio e para a indústria. Para que a diminuição ocorra, o governo se abdicou de alguns impostos e com isso a diferença na conta, já em 2013, será de 16,2% para os consumidores residenciais e de até 28% para a indústria.

Para o consumidor residencial Michel Rodrigues, 26, os cálculos que ainda serão feitos pela Aneel tem que ser justo ao bolso de todos os consumidores. “O paraense paga muito caro pela energia que consome - isto é injusto porque o nosso Estado é gerador de energia”, comentou ao exibir uma fatura.

A hidrelétrica de Tucuruí atende a 40 milhões de brasileiros e é responsável por 96% do mercado de energia elétrica no Estado. Abastece as empresas de energia elétrica no Pará, além de atender as indústrias de alumínio e minério de ferro, como Alumar, Albras, Alcoa e também para a Vale. Questionado se estaria satisfeito com a redução de 16% na conta a partir do ano que vem Michel responde que ainda tem dúvidas se realmente haverá redução. “Geralmente se tira de um lado e acrescenta de outro.Tem dias que falta energia e só volta no dia seguinte. Tomara que a situação não piore”, criticou.

(Diário do Pará)

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