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Hospital das Clínicas atende crianças cardíacas

A equipe médica da Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna faz, sábado (15) e domingo (16), um mutirão para atender crianças com problemas cardiológicos congênitos. O tratamento será feito com uma técnica pioneira na região Norte, e atualmente disponí

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A equipe médica da Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna faz, sábado (15) e domingo (16), um mutirão para atender crianças com problemas cardiológicos congênitos. O tratamento será feito com uma técnica pioneira na região Norte, e atualmente disponível somente no hospital, que permite ao recém-nascido com doença cardíaca congênita grave ser tratados sem a necessidade de cirurgia.

O método consiste no implante de um stent, tubo de metal gradeado, com no máximo quatro milímetros, para a correção do problema no coração do bebê. A primeira paciente a ser atendida pelo tratamento foi a recém-nascida Andressa Vitória Macedo Pereira, que nasceu dia 4 de agosto do ano passado.

Segundo a diretora assistencial da instituição, Renata Alves, doze crianças vão passar pelo procedimento. São recém-nascidos e também adolescentes que têm dois tipos de cardiopatias, a estenose pulmonar valvar e a persistência do canal arterial. Segundo ela, as crianças foram submetidas a todos os exames necessários para que os atendimentos tenham pleno êxito.

Segundo o cardiologista Rogério Miranda, responsável pela implantação do procedimento, a técnica permite tratar a doença cardíaca congênita sem os riscos inerentes ao tratamento convencional. “É uma opção menos invasiva que a cirurgia”, enfatiza o médico, informando que o ecocardiograma de controle, feito para o acompanhamento da evolução da paciente, “demonstrou que o fluxo efetivo pelo canal onde havia o problema é normal”.

De cada mil crianças, oito nascem com um problema cardíaco. A maior parte é diagnosticada ainda dentro do útero; outra, nos primeiros 28 dias de vida. Algumas causas de doenças cardíacas congênitas, além da herança e dos fatores genéticos, são de natureza ambiental, como radiação, infecções, drogas, diabetes, lúpus e Síndrome de Down, entre outras. As tipologias mais frequentes de cardiopatias congênitas podem ser classificadas em cianóticas e acianóticas.

Quando não estão associadas a outras malformações, a comunicação interventricular, a comunicação interauricular e a persistência do canal arterial provocam o desvio de parte do sangue da grande circulação, que parte para os diversos tecidos do organismo, para a pequena circulação, fazendo com que os tecidos recebam menos sangue do que o normal.

Os sintomas predominantes destas malformações são a fadiga muscular, cansaço e, nos casos mais graves, episódios de perda de consciência ou mesmo síncopes. Caso o defeito não seja corrigido, com a passagem dos anos, pode evoluir para uma insuficiência cardíaca direita. A tendência é que, nos casos que necessitem de cirurgia, ela seja feita nas primeiras horas de vida do bebê. (Agência Pará)

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