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Ex-prefeito sumido há 18 anos será processado

Em cumprimento à determinação judicial da comarca de Nazário (GO), será no próximo dia 20, no Fórum de Goianésia do Pará, a audiência para interpelação do candidato a prefeito do município pelo PPS, o médico Heitor Satoshi Okamoto. A audiência de instruçã

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Em cumprimento à determinação judicial da comarca de Nazário (GO), será no próximo dia 20, no Fórum de Goianésia do Pará, a audiência para interpelação do candidato a prefeito do município pelo PPS, o médico Heitor Satoshi Okamoto. A audiência de instrução e o julgamento foram adiados por 18 anos, porque a Justiça de Goiás não sabia onde Heitor Satoshi Okamoto morava. O juiz Aílton Ferreira dos Santos Junior, da comarca de Nazário, designou a audiência precatória em Goianésia, que será conduzida pela juíza Carolina Cerqueira de Miranda. A juíza remeterá ao juiz da Comarca de Nazário os autos para a instrução final e o julgamento do réu, previsto para o dia 23 de outubro de 2012.

Heitor Satoshi foi denunciado pelos promotores do MPE/GO, junto ao Juizado da Fazenda Pública, em 1994. Os fatos denunciados pelo MP foram comprovados através do relatório da intervenção estadual, realizada no período do governo dele. Heitor chegou a ser afastado pela Câmara de Vereadores, por causa das irregularidades apontadas. Entre elas, desvio de dinheiro público e de patrimônio em beneficio próprio, e o “beneficiamento” direto de pessoas ligadas a ele, “agraciadas” com contratos e licitações da prefeitura.

INTERVENÇÃO

O governador do Estado de Goiás decretou a intervenção em Nazário. Heitor foi afastado de janeiro de 1990 até maio de 1991, e reconduzido ao cargo até o fim de seu mandato, em 1992.

Os promotores públicos de Goiás ajuizaram imediatamente ação junto ao Juizado de Crimes contra a Fazenda de Nazário. Após a tramitação das denúncias, o juiz da Fazenda de Nazário determinou a expedição de mandado de prisão do ex-prefeito Heitor Satoshi, no dia 9/12/1994. O mandado não foi cumprido em virtude do “desconhecimento do destino do réu”.

Passados mais de quinze anos a revelia da ordem de prisão, no dia 25/06/2009, uma nova ordem de prisão contra o ex-prefeito foi expedida.para ser cumprida em Aparecida de Goiânia, mas novamente sem sucesso. Após mais dois meses a revelia, o réu foi beneficiado com a suspensão do processo. Mas em 21/07/2010, um novo mandado de prisão foi expedido contra o ex-prefeito, novamente sem cumprimento, por causa do “desaparecimento dele.

Em 1998, Heitor Satoshi Okamoto - formado em 1980 no curso de Medicina pela Universidade de São Francisco, em Bragança Paulista (SP), instalou-se em Goianésia do Pará. onde construiu, com recursos próprios, o Hospital Particular Ultraclínica, hoje, avaliado em R$ 600 mil, moderno com dezenas de leitos, ambulatórios, salas de UTI e de atendimento emergencial, que presta serviços através de convênios com o Sistema Único de Saúde (SUS) e a Prefeitura Municipal de Goianésia.

DEFESA

O advogado Alysson Slongo, que responde pela defesa do candidato, foi procurado pela reportagem e negou que exista mandado de prisão contra seu cliente. Ele informou que todas as medidas jurídicas pertinentes ao caso já foram tomadas em defesa do médico e candidato a prefeito.

O advogado garantiu que “a inocência de Heitor será comprovada em todas as ações movidas, tendo em vista sua conduta ilibada e de respeito às leis brasileiras”. Ele destacou ainda que medidas jurídicas estão sendo acionadas para coibir os excessos que tentam denegrir a imagem e a conduta de seu cliente”. Slongo informou ainda que a respeito do processo de busca e apreensão de um veículo financiado a Heitor, em Goianésia, já foram depositados os valores para a liquidação das pendências junto à concessionária.

(Diário do Pará)

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