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Todas as universidade no Pará estão em greve

As universidades públicas do Pará pararam. Aulas suspensas até que a negociação seja satisfatória. As universidades federais continuam paralisadas e agora a Universidade Estadual, na maioria dos polos, também está em greve. Milhares de alunos da rede

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As universidades públicas do Pará pararam. Aulas suspensas até que a negociação seja satisfatória. As universidades federais continuam paralisadas e agora a Universidade Estadual, na maioria dos polos, também está em greve. Milhares de alunos da rede pública de ensino superior estão perdendo provas, prazos e parte do semestre. O calendário está passando e nenhum acordo até o momento resolveu as reivindicações dos docentes.

Na UFPA, a greve chega ao quarto mês na próxima segunda-feira, sem previsão para uma nova negociação com o Governo Federal. Segundo a diretora geral da Associação dos Docentes da UFPA, Rosimê Meguins, apenas 13 instituições interromperam o movimento em todo Brasil. “A maioria das universidades federais continua em greve. O Governo fechou um acordo com uma entidade que ele mesmo criou e não nos representa”, afirma. O acordo virou projeto de lei e passará pelo Legislativo, o tempo que o processo leva para ser efetivado é a esperança de negociação dos professores. “Durante as sessões que vão aprovar o acordo ainda é possível que os deputados intercedem pela nossa proposta, isso será decidido em cinco sessões”, explica.

A situação da Uepa não é a mesma. A greve começou há apenas quatro dias, mas a adesão já é quase total. Segundo o Sinduepa, no interior já há seis polos totalmente parados e em Paragominas o campus está ocupado pelos discentes. Segundo o diretor de comunicação do sindicato, Paulo Sérgio Braga, a paralisação já vem sendo anunciada há um ano. “Os técnicos administrativos estão com a intenção de parar, os alunos já pararam e aos poucos cada centro está aderindo a greve. Mas o nosso movimento já acontece desde o ano passado, o Governo foi alertado da greve, mas até agora só há a nossa disposição em negociar”, conta.

Para os alunos da Uepa, algumas incertezas. As estudantes do 4° semestre de Terapia Ocupacional Amanda Pires e Rahime Sarquis garantem que ainda não dá para saber quando não tem aula. “Ontem a gente não veio porque achou que não teria aula e a professora veio e deu aula para quatro alunos. Alguns professores mandaram email dizendo que não viriam e os contratados continuam dando aula”, disse Rahime. “Mas isso é no nosso curso, a gente não sabe bem como estão os outros. Ainda aparece muito aluno por aqui, mas não significa que estão tendo aula”, acrescentou.

A UFPA já atrasou todo o calendário dos alunos. “Eu ia defender o TCC em junho e me formar em setembro. Já perdi isso, a greve atrapalhou bastante, mas eu apoio a greve, ela é justa”, disse a aluna do 9° semestre de Serviço Social. Para o calouro de Licenciatura em Língua Espanhola, a greve já durou mais tempo do que deveria. “No início eu até apoiava, mas já passou dos limites e eles não conseguiram nada até agora”, considera. (Diário do Pará)

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