A notícia de um possível surto de meningite no Maranhão, estado que faz fronteira com o Pará, põe em alerta a população local para um possível avanço da doença sobre o Estado, mas de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (Sespa) os paraenses podem ficar tranquilos. Tem se registrado cada vez menos casos do mal em todo o Estado e a doença está sobre controle.
“Geralmente quando surge um caso, a população fica alarmada e, se esteve próximo ao infectado, quer logo se submeter a medicação o que não é necessário sempre. Para que haja o contágio é necessário que haja o contato íntimo ou prolongado em locais fechados ou abafados, por exemplo”, explica a enfermeira da Divisão de Vigilância Epidemiológica da Sespa, Fátima Chaves.
Do Maranhão, os casos ganharam a mídia nacional após a divulgação de 5 mortes em menos de mês provocadas pela doença. Os municípios mais afetados estão na região sul do Estado que na última quinta-feira confirmou terem subido de 19 para 14 o número de suspeitas de meningite. Por conta do possível surto equipes do Ministério da Saúde foram enviadas até os locais para fazer o acompanhamento dos casos notificados.
Segundo a Sespa, de 01 janeiro a 05 de setembro deste ano foram notificados em todo o Estado 603 casos, 177 confirmações e 14 óbitos. Números considerados dentro da faixa de normalidade considerando o intervalo de nove meses.
“A população pode ficar tranquila que a doença está controlada em todo o Estado. A cada ano o número de casos tem diminuído e não estamos correndo risco de surto. Se continuar nesse ritmo teremos um ano bem melhor que o ano passado, por isso não há motivo para alarme”, assegura Fátima. Em 2011, o Estado notificou 966 casos e confirmou 320. Foram 31 mortes.
CAUSAS
Causada por um processo inflamatório das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, a meningite pode ser provocada por diversos agentes infecciosos, como bactérias, vírus, fungos e agentes não infecciosos.
Entre os tipos de meningites bacterianas, o agente mais perigoso é o meningococo (Neisseria meningitidis), que pode evoluir para meningococemia – forma generalizada e mais grave da doença que pode levar à morte, em algumas horas. Devido ao clima seco e frio, o período chuvoso e de grandes aglomerações de pessoas – como julho – concentram o crescimento dos casos. Entre os sintomas mais comuns estão febre alta, dor de cabeça e enrijecimento da nuca (o queixo não toca o peito).
“Em caso de suspeita da doença, é fundamental procurar atendimento especializado. A referência no Estado para diagnóstico e tratamento da doença é o Hospital Barros Barreto, mas qualquer unidade de saúde, na capital e no interior, está apta a fazer o diagnóstico clínico inicial”, explica a enfermeira. (Diário do Pará)
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