A população paraense é a que mais compromete sua renda mensal com despesas de alimentação no Brasil. São ao todo 28%, quase dez por cento a mais que a média nacional, que é de 19,8%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados ontem, 14, em Brasília. Por outro lado, os gastos com transportes dos paraenses são os menores do país.. Só 14,6% enquanto a média nacional é de 19,6%. Mesmo assim, os itens alimentação, habitação e transporte são os que consomem mais de 74% da renda média mensal das famílias paraenses.
Os dados constam da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) e se referem aos anos de 2008 e 2009. A média mensal de despesas de uma família paraense com alimentação é de R$464,96. Já os gastos com transportes são de R$ 242,70. O gasto médio mensal das famílias brasileiras com alimentação e transporte têm quase o mesmo valor: R$ 421,72 e R$ 419,19 respectivamente.
Com habitação, item que inclui aluguel, contas de luz, água, gás, telefone fixo e celular, internet e TV por assinatura, entre outros, as despesas dos paraenses somam R$ 533,86. As demais despesas consultadas pelo IBGE são: vestuário (R$ 127,48); higiene e cuidados pessoas (R$ 60,34); assistência à saúde (R$ 86,27); educação (45,23); recreação e cultura (R$ 35,98); fumo (R$6,39); serviços pessoas (18,81); e despesas diversas (R$ 40,05).
Os gastos com saúde incluem a compra de remédios (58%); gastos com pagamento de planos de saúde (22,6%); tratamento dentário (3,0%), entre outros. Este último item chama a atenção para o baixo volume de recurso usado para este tipo de despesa, cujo tratamento não é ainda universal (em toda a rede do Sistema Único de Saúde).
No gasto com alimentação, chama a atenção a qualidade do que é consumido pelos paraenses. Mais de 55% dos paraenses consideram insuficiente ou pouco suficiente a quantidade de comida levada à mesa da família. E mais de 58% também afirmam não conseguir se alimentar normalmente do tipo de comida preferida.
Outro dado apurado é sobre a iniciação à prática de coleta seletiva de lixo e destinação de dejetos domésticos. Na época da pesquisa, três entre dez domicílios brasileiros (29,7%) separavam o lixo biodegradável do não degradável. No Pará, apenas 7,6% dos lares entrevistados faz a separação do lixo. No Brasil, apenas 40% desse lixo separado dentro de casa era posteriormente coletado de forma coletiva da rua. Mas depois grande parte deles é misturada ao lixo comum. Na Região Sul 59,9% dos domicílios separam o lixo e 55,6% são coletados de forma seletiva. Na Região Norte, só 6,6% dos domicílios separam o lixo biodegradável e 16,8% desse resíduo são coletados seletivamente.
O IBGE também observou que no Brasil, a média do lixo coletado chega a 80,7%; os restos queimados ou enterrados, a 10,2%.
CONSUMO
Paraense gasta 28% da renda mensal com comida, mas acha a quantidade de alimento pouca e insuficiente
ORÇAMENTO
R$464,96 é o valor gasto com comida pela família paraense, 10% a mais que o resto do Brasil. Com transporte são R$242,70 de gastos mensais.
(Diário do Pará)
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