Um mutirão, realizado pela Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna, atendeu doze crianças com problemas cardiológicos, neste final de semana. Elas foram submetidas a uma técnica pioneira, que oferece chances de até 90% de cura. Esta foi a primeira vez que o mutirão foi realizado no hospital, que é referência em tratamento de crianças que nasceram com defeitos no coração.
Foram atendidas crianças com dois tipos de cardiopatias, a estenose pulmonar valvar e a persistência do canal arterial. “São defeitos na anatomia do coração. Alguns podem ser tratados por cateterismo, cerca de 30% são passíveis de tratamento”, explicou a médica Renata Alves, diretora clínica do hospital e coordenadora do mutirão. Após o tratamento, as crianças passam a ter uma vida normal.
O procedimento consiste na introdução de um cateter por um vaso sanguíneo para colocação de uma prótese, que vai tratar o defeito no coração do paciente. Uma das vantagens é a rapidez na recuperação e a alta do hospital em cerca de 24h. “Em uma cirurgia convencional, o paciente leva de 15 a 30 dias internado. Com este procedimento, o mesmo leito que seria ocupado todo este tempo pode atender de 15 a 30 pacientes”, disse a médica.
Denise, 4, filha da agente de serviços gerais, Maria do Remédio Cruz, veio de Cametá, e tem um sopro no coração. A criança esperava há quatro meses pelo procedimento. “Se ficar boa, não vai precisar passar pela cirurgia. A gente, que é mãe, fica muito preocupada, mas com certeza vai ajudar bastante”, afirmou a mãe esperançosa.
(Diário do Pará)
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