Confirmada a greve dos bancos em todo o país, o sindicato dos bancários do Pará e Amapá realiza na manhã desta terça-feira(18) dois atos em frente a duas agências em Belém. A partir das 10h, a manifestação dos servidores e funcionários das instituições será feita na Caixa Econômica Federal da avenida Governador José Malcher e do Banco do Brasil da avenida Presidente Vargas.
De acordo com Sandro Mattos, diretor jurídico do Sindicato, uma comissão de bancários, ligados diretamente ao movimento de greve, passou o início da manhã caminhando em direção a diversas agências, principalmente a dos bancos particulares, no sentido de convencer os funcionários a aderirem a paralisação. Todos os servidores dos bancos públicos já estão cientes e participam da greve.
Segundo o diretor a meta é convencer os funcionários dos bancos privados para que um número bem maior de agências sejam fechadas. "Até o momento cerca de 48% das agências particulares aderiram a greve, nosso objetivo é fazer com que esse número aumente gradativamente até chegarmos a 80%", disse.
Serviços básicos garantidos
O diretor ressalta ainda que os serviços essenciais como a compensação bancária de cheques e títulos e o serviço de caixa eletrônico serão mantidos normalmente. O número mínimo de 30% do efetivo das agências para atender o público será garantido. "Nossa greve nunca foi considerada abusiva pelo Tribunal do Trabalho, estamos apenas levantando nossa bandeira e fazendo nossas reivindicações", garantiu Marcelo. No ano passado a greve nacional dos bancários durou 21 dias.
REIVINDICAÇÕES
Entre as reivindicações dos bancários estão o Reajuste salarial de 10,25% (aumento real de 5%). Piso salarial de R$ 2.416,38. PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos. Plano de Cargos e Salários para todos os bancários. Elevação para R$ 622 os valores do auxílio-refeição, da cesta-alimentação, do auxílio-creche/babá e da 13ª cesta-alimentação, além da criação do 13º auxílio-refeição. Mais contratações, proteção contra demissões imotivadas e fim da rotatividade. Fim das metas abusivas e combate ao assédio moral. Mais segurança. Igualdade de oportunidades.
(Kleberson Santos/DOL)
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