Bancários de todo o Brasil entraram em greve por tempo indeterminado. Quem procurou alguma agência ontem teve que utilizar os terminais de autoatendimento, único serviço disponível, além da compensação bancária.
Durante todo o dia, os bancários realizaram atividades em frente a várias agências de Belém. “Estamos fazendo só a divulgação, conversando com os trabalhadores sobre a importância de aderir à luta da categoria”, frisou Rosalina Amorim, presidente do Sindicato dos Bancários do Estado do Para e Amapá. Em diversas agências, adesivos e placas anunciavam à população o início da paralisação.
Mesmo assim, muita gente ainda foi pega de surpresa com a greve. A dona de casa Rosália Pantoja precisava fazer o pagamento do IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana) e não conseguiu. “Eu me sinto prejudicada, porque é só aqui nesse banco que posso pagar, pois já passou do prazo. Agora vai ter mais juros e taxas, mas vou ter que esperar. Fazer o quê?”, reclamou.
A avaliação do Sindicato, feita durante assembleia da categoria realizada no início da noite de ontem, é de que a adesão foi de aproximadamente 55% das agências do Estado, entre públicas e privadas, a paralisarem suas atividades no primeiro dia do movimento. A expectativa da categoria é de que a adesão seja maior ainda hoje com a paralisação de mais agências das regiões sul, sudeste e oeste do Estado.
A greve dos bancários foi decidida na última quarta-feira (12). Em todo o Estado são 8.500 servidores e 531 agências. Eles querem reajuste salarial de 10,25%, piso salarial de R$ 2.416,38, plano de cargos e salários, contratação de mais bancários e mais segurança principalmente nas agências do interior. A proposta de reajuste de 6% feita pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) foi rejeitada pela categoria.
Em nota, a Fenaban informou que durante as negociações com a categoria foi oferecido aumento de 6% nos salários – que corrigiria salários, pisos e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) – e em benefícios, como auxílio-alimentação e auxílio-creche.
A federação ainda lamentou a decisão dos sindicatos de bancários de recorrer à greve, que seria um “incômodo à população”, prejudicada pelas greves dos servidores públicos que ocorreram nos últimos meses. (com informações da Agência Brasil)
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