Pela primeira vez nos últimos 10 anos a região Norte apresentou, em números relativos, o maior crescimento, entre todas as regiões, na geração de empregos formais. O aumento foi de 6,42%, seguida da região Centro-Oeste, com aumento de (6,02%), Nordeste (5,87%), Sudeste (4,69%) e Sul (4,56%). O bom desempenho da região pode ser creditado, preponderantemente, aos estados do Pará (85,9 mil postos ou 9,03%), Amazonas (22,2 mil postos ou 3,85%), Rondônia (18,2 mil postos ou 5,44%) e Roraima (13,4 mil postos ou 17,06%).
Em números absolutos, a liderança de geração de empregos coube à região Sudeste, com abertura de 1.053,9 mil postos de trabalho, seguida pela região Nordeste (470,2 mil), Sul (344,9 mil), Centro-Oeste (218,7 mil) e Norte (154,6 mil). Os dados são do Ministério do Trabalho, que divulgou esta semana a Relação Anual de Informações Sociais – RAIS 2011.
O levantamento mostra ainda que o nível de emprego da mão de obra feminina no Brasil cresceu 5,93%, ante um aumento de 4,49% para os homens. A variação por gênero no Pará foi de aumento de 10,55% de vagas para mulheres contra 8,06% para homens. O maior acréscimo ocorreu para mulheres que possuem o nível superior completo (+15,35%) e incompleto (+13,78%). Por sua vez, a maior queda foi para mulheres analfabetas (-29,77%).
Mas os homens paraenses continuam ganhando mais que as mulheres. A remuneração média dos homens em dezembro de 2011 foi de R$ 1.660,97 e das mulheres R$ 1.571,08.
A leitura dos dados segundo o grau de instrução mostra que as variações no nível de emprego por grau de instrução no Pará, quando comparados os anos de 2010 para 2011, teve elevação também para profissionais com nível médio completo.
Os setores que apresentaram os melhores desempenhos com maior número de vagas geradas foram administração pública, com a criação de 29,4 mil postos de trabalho (+8,59%) e serviços, que gerou 24,9 mil postos (+11,56%). Em termos relativos, os melhores resultados ocorreram na construção civil, com 23,80% de crescimento (+14,4 mil postos de trabalho) .
Os setores da indústria de transformação (-2.8 mil postos ou -3,02%) e de serviços industriais de utilidade pública (-615 postos ou -8,06%) apresentaram desempenho negativo no Estado em 2011.
(Diário do Pará)
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