Depois dos acontecimentos da última sexta-feira (14), quando a professora e doutora em antropologia, Daniela Cordovil, da Universidade Estadual do Pará (Uepa), chamou o segurança da instituição, Rubens dos Santos, de macaco, foi apresentado nesta quarta-feira (19), um protocolo geral com os esclarecimentos do aluno Paulo de Tarso e da própria acusada.
Os dois documentos serão formalizados para o processo administrativo, que seguirão para as instâncias superiores da Uepa, onde serão tomadas as providências cabíveis quanto à instalação da comissão sindical. Agora, cabe a comissão sindicante apurar profundamente o que ocorreu no momento da confusão. "A sindicância vai ouvir, além dos dois, o vigilante, testemunhas e pessoas que estavam ao redor; não cabe a ouvidoria nesse instante fazer esse tipo de interrogação", afirmou Lairson Cabral, ouvidor da instutição.
Lairson vai fazer a leitura dos documentos entregues pela professora e pelo aluno, para poder fazer um relato final da ouvidoria e tirar uma conclusão dos dois esclarecimentos para fazer o encaminhamento. “Nós estamos exatamente dando o início de uma apuração. Por isso mesmo não cabe a ouvidoria qualquer tipo de afastamento ou algo parecido. É responsabilidade do departamento e da coordenação do curso do qual a docente é ligada”, declarou o ouvidor.
A professora não está dando aula devido à greve na instituição, mas, por ela estar em período probatório, a docente pode ser prejudicada. “No período probatório, o servidor é avaliado pela comissão de avaliação interna da instituição e ela poderá ser prejudicada nesse quesito, já que vai compor a sua postura”, finalizou.
O documento foi protocolado na tarde desta quinta-feira (20), depois vai ser enviado para Procuradoria Jurídica (Projur) e para o gabinete da reitoria, onde será avaliado se será instalada uma comissão sindicante para uma investigação mais profunda. Se for instalada a comissão sindicante, ela tem 30 dias para apurar, que podem ser prorrogados por mais 30.
(Fábio Relvas/DOL)
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