Caracterizada por um longo período sem chuvas, o período de estiagem no Pará inicia no mês de setembro tendo o seu mais alto grau de severidade nos meses de outubro e novembro. Para evitar danos e focos de incêndios em todas as regiões paraenses, a Defesa Civil do Estado iniciou os trabalhos de orientação à população e capacitação das defesas civis municipais.
Os principais danos causados pela estiagem são os focos de incêndio, diminuição dos níveis de água nos rios, complicação no transporte fluvial e na pesca. A região oeste, principalmente no Baixo Amazonas, é apontada segundo o relatório como a mais castigada durante este período.
Orientações – O Tenente-Coronel José Augusto repassa algumas orientações à população. “Primeiro é importante acompanhar e seguir as orientações das coordenadorias municipais da Defesa Civil, pois elas estão capacitadas para atender cada região de acordo com suas particularidades”. O coordenador explica também que as queimadas devem ser evitadas a todo e qualquer custo. “O risco de ocorrência de incêndios descontrolados é muito alto nesse período”, ressalta José Augusto, coordenador adjunto da Defesa Civil do Estado.
Porém há casos em que pequenos pedaços de terra são utilizados na agricultura de subsistência, ou seja, famílias que plantam para o seu próprio sustento. Nesse caso a queimada é utilizada como forma mais barata para a limpeza do terreno. Como a estiagem caracteriza-se pela perda da umidade no solo, o risco de incêndios aumenta. “Se uma família ou até mesmo um pequeno agricultor tiver que fazer a queimada para limpeza e plantio do terreno, deve-se fazer com a autorização dos orgãos competentes e o auxílio de um técnico na hora da queimada”, explica o coordenador.
(Agência Pará)
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