O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Pará (Crea-PA) extinguiu o mandato de conselheiro do engenheiro químico Carlos Augusto de Brito Carvalho, 38, acusado de ter mandado matar o engenheiro e professor Raimundo Lucier, no último dia 4 de agosto. A decisão foi tomada ontem à noite, durante uma reunião extraordinária entre os 40 conselheiros que avaliaram a conduta ética do engenheiro químico. Em virtude dos acontecimentos e do crime, os conselheiros solicitaram à Câmara de Mecânica, Metalurgia e Química do Crea-PA que seja instaurado um processo para cassar o registro profissional de Carlos Carvalho.
A reunião aconteceu a portas fechadas e a imprensa não teve acesso à plenária. Os conselheiros chegaram aos poucos e nenhum deles quis falar com a reportagem.
De acordo com a assessoria de imprensa do Crea-PA, todos os 40 conselheiros tiveram direito a dar um parecer sobre a situação. Ao final, foi aberta a votação que, por unanimidade, decidiu pela cassação do cargo de conselheiro que o engenheiro químico cumpria na entidade. Quanto ao registro de Carlos no Crea, caberá a uma comissão analisar e depois deliberar se também deverá ser cassado. Nas próximas semanas, a Câmara de Mecânica, Metalurgia e Química vai analisar o pedido, instaurar um processo e decidir se o registro será extinto.
HISTÓRICO
O engenheiro químico Carlos Augusto de Brito Carvalho, 38, foi preso no início do mês e responde à acusação de homicídio triplamente qualificado. Junto com ele, também foi preso o mototaxista Allan Franklin Ferreira Rêgo, 21, acusado de ter participado da execução do engenheiro e professor Raimundo Lucier, que morreu após receber quatro tiros, na avenida Duque de Caxias, entre as travessas Enéas Pinheiro e Pirajá, no bairro do Marco.
Carlos teria contratado o pistoleiro Edmilson Ricardo Farias, 22, vulgo “Juca”, para matar Raimundo. O crime teria sido motivado por um desafeto entre as partes e estaria relacionado a questões internas do Crea-PA.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar