Mais de 15 mil pessoas participaram ontem da XVI Feira Pan-Amazônica do Livro, que acontece no Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. A grande maioria aproveitou para conhecer as novidades do evento deste ano e os preços dos mais de 90 mil títulos que fazem parte da feira. Além disso, muitos participaram das oficinas e foram apenas apreciar a programação cultural do espaço. São mais de 500 editoras cadastradas e distribuídas em 223 estandes no espaço de 24 mil metros quadrados. Até o próximo dia 10, quando a feira encerra, estima-se que 450 mil pessoas devam passar pelo Hangar.
Para o poeta paraense Juraci Siqueira, o evento está melhor e mais estruturado que no ano passado. “No sábado participei de uma sessão de autógrafos, mas hoje fui escalado para trabalhar. Mas já deu para perceber que o público está gostando do evento”, diz o poeta, que também participa da feira com mais de 30 títulos. “A literatura paraense é muito rica e precisa ser mais valorizada”.
DEBATES
A tarde do sábado foi de intenso movimento nos corredores do Hangar, ainda que este ano a Feira do Livro tenhauma feição um tanto diferente de anos anteriores: se por um lado os corredores não andam abarrotados de pessoas como em outros anos, por outro o público parece cada vez mais interessado nos livros e nos eventos.
A programação da tarde reservou um momento tocante para o público infanto-juvenil. O desenhista Maurício de Sousa, pai da Turma da Mônica, participou de uma tarde de autógrafos que reuniu mais de 150 crianças e acabou deixando filas e filas de pessoas fora da sala esperando para ver o autor.
Outro momento muito concorrido foi a palestra de Nelson Motta, escritor, jornalista, roteirista, letrista, compositor e produtor musical. Motta ministrou a palestra “Música na era digital” e traçou paralelos sobre a dinâmica da cena musical em Belém do que está sendo realizado em outros centros e mesmo outros países. “Belém deu o pulo do gato”, afirmou.
ESTANDE
O DIÁRIO montou estande na Feira do Livro, onde apresenta de forma completa e destrinchada os cadernos que compõem o jornal e seus vários projetos especiais. O público que o visita tem a oportunidade de participar de um quiz e concorrer a um tablet que será entregue no final da feira. “Gostei muito. Está tudo muito bonito e a gente vê que o jornal tem projetos bastante inovadores”, elogiou Luís Ribeiro, 48, motorista, que foi à feira acompanhado da família.
(Diário do Pará)
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