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Protesto fechou via e houve confronto com a Rotam

Cerca de cem pessoas, entre elas 50 moradores do conjunto Bosque Araguaia e redondezas, interditaram às 10h da manhã do último sábado a rodovia do Tapanã, no trecho que fica próximo à rodovia Arthur Bernardes. Elas reivindicaram melhores condições da via,

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Cerca de cem pessoas, entre elas 50 moradores do conjunto Bosque Araguaia e redondezas, interditaram às 10h da manhã do último sábado a rodovia do Tapanã, no trecho que fica próximo à rodovia Arthur Bernardes. Elas reivindicaram melhores condições da via, que se encontra bastante esburacada e quase intrafegável naquele setor. Durante as quase duas horas e meia em que a via foi interditada, os protestantes ainda entraram em confronto com a Rotam.

Por volta das 11h, a polícia tentou desobstruir parte da via, provocando a reação dos manifestantes. Balas de borracha e spray de pimenta foram utilizados e um mototaxista acabou detido por desacato, supostamente por tentar agredir um policial.

“Entendemos que o que estamos fazendo não é o mais correto, mas infelizmente essa é a única saída que encontramos para sermos ouvidos. Já levamos dezenas de ofícios à Prefeitura de Belém e nada até agora foi feito. Assim como nada justifica a ação truculenta da polícia, que ainda acabou prendendo um trabalhador”, argumentou Kleber Miranda, 33 anos, um dos líderes do manifesto.

“Aqui nós somos esquecidos em tudo. A rodovia praticamente não tem calçada e, quando os caminhões estacionam no meio-fio, somos obrigados a caminhar no meio da pista”, completou Kleber. Da mesma opinião partilha a dona de casa Marceli Ramos, 28 anos, uma das que incentivavam a população - que mais parecia uma plateia à beira da rodovia -a ocupar a pista, alegando que o interesse era de todos, e não somente daquele grupo.

Neil Nascimento, assessor da Secretaria de Saneamento da Prefeitura de Belém (Sesan), esteve no local conversando com os manifestantes e prometeu que, a partir de hoje, serão iniciadas obras emergenciais na rodovia para a solução dos problemas mais graves. “Queremos dizer que as portas da secretaria estão abertas para a população, por isso não é necessário esse tipo de manifestação”, alegou.

Logo depois que a imprensa chegou ao local, e depois que o assessor da Sesan deu o parecer, o movimento perdeu força e o número de manifestantes na rua diminuiu, mas estes disseram que só desobstruiriam a via quando o mototaxista preso pela PM fosse trazido de volta. Entretanto, para não pôr em risco a integridade física dos poucos manifestantes que permaneciam firmes ali, a liderança os convenceu de que seria melhor ceder e voltar a fechar a via caso a prefeitura não cumprisse o que prometeu.

Segundo o subtenente Nelson, da Rotam, esse tipo de manifestação é crime, mas a polícia costuma ficar ao lado da população desde que seja mantido o bom senso. “Se eles já foram ouvidos por quem gostariam, têm que desocupar. O rapaz foi preso porque tentou agredir um sargento e isso é algo que não podemos tolerar”, pontuou.

(Diário do Pará)

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